Olhar suspenso de um gesto,
Vagueando perdida por ruelas,
Busco-te em cada beco,
E não encontro saída,
Nem placas de informação.
Altiva renego o que sinto,
Saudades matam e moem,
Lágrimas luzentes,
Infestam-me os olhos,
Nas sombras da escuridão.
Já não me aparto da dor,
Esqueço por completo,
A lógica da loucura,
Que amar é ser insano,
E ignorar o factor razão.
Mas quem de amor padecer,
Tem doença sem esperança,
Que esse mal só alastra,
Derruba o mais resistente,
E corrói o coração.
Mas quem pode resistir,
Se o amor é como a água,
Sem ela não há vida,
Sem amor,
Não há paixão.
Olinda Ribeiro
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Olhar suspenso de um gesto
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Há dias em que o amanhecer me sorri
Há dias em que o amanhecer me sorri !
Em que sinto toda a força do mundo.
Sinto-me leve ! Um bem estar profundo.
Recordo as coisas boas que já vivi.
Sinto a esperança; respiro alegria,
Não importa se faz Sol ou está a chover,
Eu sei que hoje, nada me fará sofrer !
Viajo nas núvens da melancolia.
Para morrer, primeiro tenho de viver,
Beber o amor e comer felicidade,
Contigo sonhar acordado, a flutuar...
Nestes belos dias, sinto-me renascer,
O espírito leve, em plena liberdade !
Há dias em que até consigo voar !
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
domingo, 23 de janeiro de 2011
És a minha paixão
Eu gosto de ti, mais do que outro qualquer.
Acredita em mim, porque é a verdade !
Nós poetas, mesmo sem nos aperceber,
Amamos com uma maior intensidade !
Quando te digo que és a minha paixão,
Amo-te com todas as forças que tiver !
Quando te abro assim o meu coração,
Dar-te-ei o mundo ! Tudo o que tiver !
No entanto, quando tudo oferecemos,
Deverás saber que não nos esquecemos,
De alguma coisa exigir em troca !
Peço-te o teu mais que sincero amor,
Unívoco, franco e fortalecedor.
Ajuda-me a preencher esta alma oca...
2011 Vasco de Sousa
Adaptado de um outro soneto meu, mais antigo.
Os direitos da imagem, pertencem ao seu autor. A mesma foi retirada aqui.
Fogueira Interior (II)
Fico ali sentado, observando as chamas,
A alma com elas ardendo juntamente,
Sentindo um intenso vazio, reclamas,
A dor multiplica-se infinitamente.
Olhando o infinito, perdido em lágrimas,
Meus tristes pensamentos tão longe perdidos...
Nesta minha incessante busca de rimas,
Para te transmitir sentimentos feridos.
És, foste e serás o meu grande amor !
Mesmo que me deixes nesta imensa dor,
Que me consome completamente por dentro.
Como tu, é impossível de encontrar !
E de outra, é impossível eu gostar !
Saí para a rua... Sei que nunca mais entro...
2011 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Desventuras de amor
Em todas aquelas desventuras de amor,
Que foram devastando o meu coração,
Vi muitos dos sonhos transformados em dor,
Alegrias perdidas na desilusão.
Pelas agruras que já passei outrora,
Nada mais restam que breves recordações,
Pois tudo o que consigo sentir agora,
São momentos plenos de doces emoções.
O brilho dos teus olhos engrandece-me,
A tua paixão e força dá-me alento,
Agora posso então sentir-me completo.
A semente da paixão enriquece-me,
Finalmente a paz deixei de procurar,
Conquistei o prazer de apenas amar.
2011 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi obtida aqui.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Douradas folhas de outono (II)
Mais um dia, que vai nascendo lentamente,
O brilho do Sol espreita nas árvores,
Sentado no jardim, em estado dormente,
Gotas de orvalho húmido na flores.
Gélido frio da manhã faz-se presente,
Aguçando logo todos os meus sentidos,
E fica claro na minha mente,
O que se passa nos seus recantos.
Vejo as belas douradas folhas caindo,
Recordando-me esta estação fria.
E não consigo deixar de pensar em ti !
Recordo com saudade o teu rosto lindo,
Vivendo essa tua imensa alegria,
Sinto-me então feliz por estar aqui !
2011 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem original encontra-se aqui.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
As escarpas do teu Amor
Altas e escuras paredes impenetráveis,
Que por entre nós se erguem imponentes,
Na suas fendas, mistérios infindáveis,
Os seus contornos, sombrios e envolventes.
Essa barreira de rochas que nos afasta,
Com o bater das ondas será quebrada,
Pois só um verdadeiro amor de alma aberta,
Levará tão grande muro de vencida.
É meu desejo, de ti aproximar-me,
Na tua espuma docemente afogar-me,
Embala-me com a tua canção.
Salpica-me e envolve-me na tua magia,
Enfeitiça-me com a tua maresia,
Afasta as escarpas cinzentas, da paixão.
2008 Vasco de Sousa
Nota: Este soneto foi inspirado na imagem acima apresentada, da autoria de Rosa Maria(Azoriana), autora do blog: Azoriana, em resposta a um: Desafio.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Saudade por onde vais
Minha vida é uma quimera,
Sem cheiro de rosmaninho,
Totalmente fora do ninho,
Sem esperança de Primavera.
De que serve um amor esquecido,
Empoeirado numa estante,
Perde o viço estonteante,
E, o odor, que o fazia apetecido.
Cavaleiro da minha ingenuidade,
Povoaste-me com sentimentos tais.
Perduram até hoje! Deslumbrada……
Que mortinha estou de saudade,
Desses teus ternos profundos Ais….
E do rubor por me saber tão desejada.
Olinda Ribeiro
Soneto enviado por uma leitora do blog
sábado, 29 de maio de 2010
Saudade dos teus olhos verdes
Quando me sento a olhar o mar revolto,
Ainda vejo nele os teus olhos verdes,
A terna saudade desses tempos rebeldes,
Para os quais certamente não mais volto.
Quando as ondas lambem sedentas a praia,
Lembro comovido essa grande paixão,
Recordo as feridas no meu coração,
Lento, fecho os olhos como quem desmaia.
Viraste o meu mundo de pernas para o ar,
Fizeste-me viver todas as emoções,
E ao mesmo tempo aprendi a sofrer.
A ti, que já te coloquei no meu altar,
Dedico agora saudosas sensações,
Que não deixarão os teus olhos esquecer.
2010 Vasco de Sousa
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sentimento nobre e grandioso
Um sentimento nobre e tão importante,
Que por vezes se torna mesmo obsessivo.
Pode ser romântico, também prepotente,
Por vezes grandioso, ou corrosivo.
Falo daquilo que nos preenche a alma,
Que inunda todo e qualquer pensamento,
Um estado de graça, aparente calma,
Que se pode transformar logo em tormento.
Tão certo me encontro daquilo que sinto,
Como certo estou, de tudo o que sou,
Que a tal sentimento eu dou mais valor.
Doce sensação que no coração pressinto,
Que me realizou e mesmo elevou !
É com grande paixão que falo do amor.
2009 Vasco de Sousa
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O grito da morte (II)
Louco, grito agora em fúria, aterrorizado !
Sabendo que partiu uma grande paixão.
Em mágoa e dor me vejo agora afogado,
Sinto uma faca cortante no coração.
Demente grito em grande e louca aflição !
Gélida face de horror, irreconhecível.
Aos poucos pára de bater o coração,
Numa interminável agonia terrível !
E vencido, caio finalmente por terra,
Perdido nesta solidão que me aterra,
Para que não mais me volte a levantar !
Eu sei que ouviste este meu grito da morte !
Ó mulher, a paixão de minha pouca sorte !
Que me deixaste aqui para sempre a gritar...
2008 Vasco de Sousa
(adaptação de uma versão original de 1991)
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original foi retirado aqui.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Águas cristalinas do rio
Água cristalina que corres no rio,
Embalam-me teus suaves cânticos,
Quando serpenteias em curvas a fio,
Por entre seixos brilhantes e polidos.
Esse teu sussurro eterno e doce
hipnotiza-me ! Fecho os olhos devagar...
Deixo-me ir, como se flutuando fosse,
E sinto-me como se estivesse a sonhar.
A tua transparência é amizade,
O teu brilho é para mim a verdade,
Envolves-me numa doce fantasia,
Tu alimentas a minha grande paixão.
2008 Vasco de Sousa
sábado, 11 de outubro de 2008
Nem que viva mais cem anos
Os meus dias agora correm devagar,
Como se nada houvesse pra fazer.
A expressão de ver o mundo terminar,
A impotência de já não saber viver.
Foste a razão deste meu desnorteio,
Quando repentinamente te afastaste.
Fria, distante, sem qualquer devaneio,
Mal saberás que o meu coração quebraste.
Crueldade que me deixou magoado,
Sofrendo por todos os teus enganos,
E sentindo essa dor como a última.
Pela tristeza e desgosto torturado,
Nem que eu viva por mais uns cem anos,
Não chorarei nem mais uma lágrima.
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor. Foi encontrada aqui.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Embriaguez literária
Torpor, suor, tontura e bebedeira,
Alegria, loucura, amor e paixão.
Euforia, cólica e caganeira,
Ódio, frieza, raiva, rancor, solidão.
Ânsia, revolta, desespero, morte,
Ressaca, vómito, arrependimento,
Tristeza, mágoa, vergonha e má sorte,
Dor, angústia, amargura, sofrimento.
Ambição, alento, desejo, anseio,
Prazer, deleite, calor e exultação.
Expectativa, fé, gosto, confiança.
Sonho, fantasia, ficção, devaneio,
Delírio, meditação, alucinação,
Alento, remorso, sopro, esperança.
2008 Vasco de Sousa
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O meu Universo
Fecho os olhos, como que a meditar,
Inspiro profunda e suavemente...
O calor do Sol vem até mim, devagar...
E flutuo no interior da mente...
Escorrego sobre a areia quente,
Deleito-me com o murmúrio do mar...
A inércia controla-me facilmente,
Tão ausente que já pareço dormitar.
Quando excluo todos os pensamentos,
Um deles, nunca poderei eliminar.
O fio condutor, o ponto de partida.
És tu que preenches todos os momentos,
Que bem me ensinaste o que é amar,
És o meu Universo, a minha vida !
2008 Vasco de Sousa
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
A Química do Amor
Poderia talvez pensar-se que a paixão,
Com os laboratórios, nada tem a ver,
Mas não será o amor uma combustão,
os sentimentos fumegantes, a ferver ?
Poderemos descrever uma união,
Como sendo uma mistura homogénea ?
Dois seres em constante transformação,
Na procura de uma alma gémea.
Os meus átomos a ti se querem juntar,
Irei identificar-te pelo teu odor,
Poderás reagir com todo o esplendor.
Substâncias que não se podem separar.
Junto a mim, serás o meu catalisador,
Sem ti, sou um reagente sem reactor.
2008 Vasco de Sousa
domingo, 25 de maio de 2008
Tu és aquela de quem eu mais gosto
Quando à noite penso nesse teu jeito,
Despreocupada, alegre e vaidosa,
Essa doce voz com a qual me deleito,
Esses gestos que te tornam graciosa,
Sinto que valeu a pena de ti gostar,
E mesmo que não me queiras corresponder,
Nunca me importarei de por ti chorar,
Espero que ele, feliz te possa fazer...
Mas se o sentires e se o quiseres,
Se uma oportunidade me deres,
Meu Deus, por ti a tudo estou disposto !
Deixa-me cuidar de ti e proteger-te !
Quero gritar ao mundo, poder dizer-te:
Neste mundo tu és de quem eu mais gosto.
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Todas as palavras que não mais te direi
Todas as palavras que não mais te direi,
Regurgitam nesta garganta sufocada;
A tristeza; Angústia em dor transformada.
Por quem outrora suspirei; Não mais verei.
Desculpa-me sempre que te apontei defeito,
Eterno será este amor que não tem fim,
Porque foste tu assim embora sem mim,
Ferida permanente aberta no peito.
Grande saudade que me corroi por dentro,
Da minha vida traço sinistro espectro,
Essa malvada que te afastou assim.
Desapareceste quando tinhas tanto
para dar; Cada linha será um pranto.
Porquê ? Levasse-me antes Ela a mim !
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
domingo, 18 de maio de 2008
Amanhã não esperes mais por mim, Amor
Amanhã não esperes mais por mim, Amor,
Nesta doente alma levo um turbilhão,
Que me arrasta num imenso mar de dor,
Para o deserto, longe da multidão.
Apaga-me o corropio do tempo,
Sinto-me fraco para poder resistir,
Vento da vida que s`entranha no corpo,
A hora aproxima-se; Terei de partir.
Matam-me as tuas lágrimas sofridas,
De ti, ácidas palavras escondidas,
Ritmo sufocante que me seca a vida.
Facas que m`atravessam a carne rasgada,
Esta grande paixão em dor transfigurada,
Não quero que sofras mais ! Estou de partida...
2008 Vasco de Sousa
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Não te conheci, mas não te esquecerei
Não te conheci, mas não te esquecerei.
Culpa, tua não é ! Minha, porventura...
Logo soube ! Arrependido ficarei,
Perdido pela tua doce frescura.
Formosa ías com o teu andar sedutor,
Num relâmpago passaste; Não te abordei !
Hoje choro ! Não de mágoa, mas sim de dor,
Depois de te ver, o mesmo não mais serei.
Naquele momento foste a minha rosa,
De entre todas elas, a mais formosa,
Que nunca mais alegrará o meu jardim.
Um mundo que se ergueu, para desmoronar,
A paixão que acabou antes de começar,
Porque haveria de terminar assim ?
2008 Vasco de Sousa
