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terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quando a morte nos espreita

Em certo dia, quando por razão médica,
Por entre as brumas, a morte nos espreita,
De rompante, sem nenhuma causa suspeita,
O coração bate e o cérebro suplica. Quando a morte nos espreita

Então, talvez subitamente preparados,
Invade o corpo uma estranha calma,
Que estranhamente se apodera da alma,
Seguiremos os nossos destinos traçados.

Se por feliz acaso, ela se vai embora,
Nosso mundo não voltará a ser igual,
Com outros olhos, tudo iremos sorver.

Serenos, valorizamos a vida, agora !
Cada segundo será sensacional,
Porque sentimos a alegria de viver !

2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original foi retirado
aqui.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Pensamentos turvos, de um futuro incerto

Névoa sobre o mar. O desespero de um olhar que procura em vão a esperança por entre a bruma

Nos dias em que me sento, olhando o mar,
A vida passa célere à minha frente.
Todas as batalhas que tive que travar,
Vitórias e derrotas gravadas na mente.

Uma densa névoa ao fundo, no horizonte,
Meus pensamentos turvos, de um futuro incerto,
Um olhar vazio, o corpo dormente,
Um peso tal, que só com a morte liberto.

Na espuma do mar, afoga-se a esperança,
Revivo momentos felizes de criança,
A seiva da vida esvai-se lentamente.

De sonhos perdidos, em estado latente,
Sinto-me sem forças para outra vez lutar,
Qual náufrago, que exausto pára de nadar.

2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.

domingo, 21 de setembro de 2008

Master of puppets

Master of Puppets - corpos alinhados, todos servos de um mesmo senhor

Em silêncio, absorto em pensamentos,
Olho para aquelas campas alinhadas,
O medo de me imaginar por momentos,
Numa daquelas gavetas apertadas.

Corpos dispostos em filas ordenadas,
Todos eles, servos de um mesmo senhor,
Por cima, flores murchas e desbotadas,
A falsa alegria que esconde a dor.

Com medo tremo, quero fugir da morte,
Poder eu enterrá-la no fundo do mar,
Tão longe, que nunca mais eu a possa ver !

Tenho a certeza que não terei tal sorte,
Se para morrer, tenho de me preparar,
Bem o posso fazer, se aprender a viver !

2008 Vasco de Sousa
A imagem utilizada é para fins meramente ilustrativos. Todos os direitos pertencem ao grupo Metallica e empresas associadas.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Desespero derradeiro

O pânico, o desespero e a dor de alguém que não pode mais esperarChoro ! Choro em completo desespero !
Por aquilo que não fui e pelo que sou.
Não sei o que faço, não faço o que quero !
Na minha alma a escuridão já me alcançou.

Uma dor que me sufoca lentamente,
Quero atirar-me para as ondas do mar,
E poder nelas me afundar suavemente,
As minhas mágoas a espuma possa lavar.

Força e coragem já me abandonaram,
E aos poucos desfaleço moribundo,
Já sem motivos para que possa lutar !

Alegria e esperança já partiram,
Já me fartei deste planeta imundo,
Quero partir, para nunca mais cá voltar.

2008 Vasco de Sousa

Os direitos da imagem pertencem ao seu autor. Esta imagem foi retirada aqui.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Todas as palavras que não mais te direi

Estrangulam-se na minha garganta, todas as palavras que não mais te direi Todas as palavras que não mais te direi,
Regurgitam nesta garganta sufocada;
A tristeza; Angústia em dor transformada.
Por quem outrora suspirei; Não mais verei.

Desculpa-me sempre que te apontei defeito,
Eterno será este amor que não tem fim,
Porque foste tu assim embora sem mim,
Ferida permanente aberta no peito.

Grande saudade que me corroi por dentro,
Da minha vida traço sinistro espectro,
Essa malvada que te afastou assim.

Desapareceste quando tinhas tanto
para dar; Cada linha será um pranto.
Porquê ? Levasse-me antes Ela a mim !

2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.