Certos dias em que a revolta me possui,
Num mundo, que ao contrário está virado,
Um louco Homem, pouco são e tresloucado,
Para mim a energia negativa flui.
Gostaria de fugir lá bem para longe,
Para um lugar que fosse só e apenas meu,
Tal como se esconde no convento o monge,
Longe deste falso e cínico apogeu.
Apetece-me gritar ! De raiva espumar !
Feroz lutar, contra toda a injustiça,
Para dignificar esta sociedade !
Com a podridão dessa alta classe acabar,
Derrubar com ardor a verdade postiça,
Estamos perdidos, em grande insanidade…
2009 Vasco de Sousa
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Revolta
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
A verdade aparente
Nesta confusa moderna sociedade,
As aparências sobrepõem-se às regras,
A mentira prevalece sobre a verdade,
O que consegues ver, não é o que esperas.
Os teus bens materiais são alicerces,
Como se vivesses num mundo virtual.
Tão envolvido estarás, que até te esqueces,
Que estás rodeado por um mundo real.
Os teus objectivos estão limitados,
Os pensamentos são ligeiros, descartáveis.
A palavra perde a força e o seu sentido.
Os grandes valores parecem condenados !
Serão os teus sentimentos insondáveis,
Estará o verdadeiro amor perdido ?
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original pode encontrar-se aqui.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Quem sou eu ?
Olho pelo vidro, de chuva salpicado,
Observo pela janela, o meu reflexo,
Não reconheço esse rosto maltratado,
Traído pela memória, fico perplexo.
E pergunto-me: Será que sei quem sou ?
A insatisfação cresce dentro de mim,
Uma raiva que as recordações apagou;
Uma revolta que parece não ter fim.
Hoje sinto que apenas em mim chove,
E já nem sei tão pouco o que me move,
Um sentimento sem nome, nem solução.
Apetece-me abrir aquela janela,
Molhar-me, olhando a suja viela,
Saltar através da negra escuridão.
2008 Vasco de Sousa
domingo, 6 de abril de 2008
Revolta interior
Naquele breve instante de fúria,
Revoltei-me para todo o sempre !
Deitei o meu diário na pia,
E senti o diabo no ventre !
Amaldiçoei tudo e todos,
Desejei ver-te desaparecer.
Sentindo-me num mundo de tolos,
Por pouco desejaria morrer !
Quase odeio de tanto gostar,
Salva-me antes de me atirar,
Pois começo a estar perdido.
Eu já não sei o que sentir,
Agarra-me antes de eu partir,
Traz-me à minha vida sentido !
1991 Vasco de Sousa