Sol escaldante, o chão que piso queima,
A pele seca, pelo vento rasgada,
A chuva gela uma sofrida alma,
Ácidas lágrimas que caem na estrada.
Talvez me tenha esquecido de te dizer,
O quão para mim tu eras importante,
Pois sufoco de saudade por não poder,
Em meus braços para sempre envolver-te.
Vagarosos são os meus dias por aqui,
Partiste depressa; o vazio ficou,
Para perto de mim, tu não mais voltarás.
Até que Ele me leve para junto de ti,
A certeza eu tenho, que por ti velou,
Para todo o sempre, em paz descansarás.
2008 Vasco de Sousa
domingo, 30 de janeiro de 2011
Saudade eterna
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Saudade por onde vais
Minha vida é uma quimera,
Sem cheiro de rosmaninho,
Totalmente fora do ninho,
Sem esperança de Primavera.
De que serve um amor esquecido,
Empoeirado numa estante,
Perde o viço estonteante,
E, o odor, que o fazia apetecido.
Cavaleiro da minha ingenuidade,
Povoaste-me com sentimentos tais.
Perduram até hoje! Deslumbrada……
Que mortinha estou de saudade,
Desses teus ternos profundos Ais….
E do rubor por me saber tão desejada.
Olinda Ribeiro
Soneto enviado por uma leitora do blog
sábado, 29 de maio de 2010
Saudade dos teus olhos verdes
Quando me sento a olhar o mar revolto,
Ainda vejo nele os teus olhos verdes,
A terna saudade desses tempos rebeldes,
Para os quais certamente não mais volto.
Quando as ondas lambem sedentas a praia,
Lembro comovido essa grande paixão,
Recordo as feridas no meu coração,
Lento, fecho os olhos como quem desmaia.
Viraste o meu mundo de pernas para o ar,
Fizeste-me viver todas as emoções,
E ao mesmo tempo aprendi a sofrer.
A ti, que já te coloquei no meu altar,
Dedico agora saudosas sensações,
Que não deixarão os teus olhos esquecer.
2010 Vasco de Sousa
sábado, 11 de outubro de 2008
Nem que viva mais cem anos
Os meus dias agora correm devagar,
Como se nada houvesse pra fazer.
A expressão de ver o mundo terminar,
A impotência de já não saber viver.
Foste a razão deste meu desnorteio,
Quando repentinamente te afastaste.
Fria, distante, sem qualquer devaneio,
Mal saberás que o meu coração quebraste.
Crueldade que me deixou magoado,
Sofrendo por todos os teus enganos,
E sentindo essa dor como a última.
Pela tristeza e desgosto torturado,
Nem que eu viva por mais uns cem anos,
Não chorarei nem mais uma lágrima.
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor. Foi encontrada aqui.
sexta-feira, 9 de maio de 2008
As minhas memórias perdidas
Hoje amo-te como nunca amei ninguém !
Apenas tu me despertas grande paixão.
Se um dia eu gostar de mais alguém,
Nunca será com tão grande dedicação.
Eu sei que és a mulher da minha vida.
Mas também sei, que para outro te perdi.
Se tu não fosses uma menina linda,
Talvez eu não chorasse, porque desisti.
Queria que por mim te interessasses,
Gostava que a fundo me conhecesses,
Por tua livre, espontânea vontade.
Quando me recordo da tua voz meiga,
Que me livra totalmente da fadiga,
As lágrimas correm-me sem piedade.
2008 Vasco de Sousa
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Nunca te esquecerei
Quanto mais tempo permaneço sem te ver,
Maiores são as saudades que eu tenho,
Mais difícil é aquilo que desenho...
Como tentei ! Não te consigo esquecer !
Durante a noite eu sonho contigo,
De manhã a tua imagem relembro,
Numa destas manhãs frias de Novembro,
Em que não serei mais do que teu amigo.
Gostava que tu me conhecesses melhor,
Que a minha esperança fosse maior,
Deixa-me mostrar-te aquilo que eu sou !
Como tu, não existirá nenhuma mais,
Não ligo a este bando de anormais,
Que dizem: Este coitado já se passou...
1991 Vasco de Sousa
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Nevoeiro frio
Estou perdido e sinto-me confuso,
Já não tenho mais vontade de escrever,
Vejo tudo muito cinzento, difuso...
Apenas me apetece introverter !
Sei que te afastaste completamente,
Pressinto que nunca mais nos vamos ver...
Eu gostava de saber, precisamente,
Porque me apaixonei por certa mulher.
Tu desapareceste da minha vida,
Mas no meu coração tu estás ainda,
E de lá não te consigo desalojar !
Se pudesses desculpar esta criança,
Fornecer-lhe um pouco de esperança,
Talvez eu fosse capaz de me animar.
1991 Vasco de Sousa
terça-feira, 1 de abril de 2008
Agradáveis memórias
Quando me sinto cansado,
E mesmo quase a desanimar,
Ao fim do dia estou cansado,
E sem vontade de continuar...
Tento pois recordar-me de coisas,
Belas e agradáveis para mim.
Sabes que tu és de todas elas,
A que mais significa para mim.
Sinto-me mesmo bem humorado,
Sinto-me alegre e contente,
Recordando-me da tua genica.
Electrões em `stado excitado,
Energia no estado latente,
Passando a energia cinética.
1991 Vasco de Sousa
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2005
Adeus, adeus, adeus!
Pareceu-me inda ouvir o nome dela
No badalar monótono dos sinos.
Hermeto Lima
Adeus, adeus, adeus! E, suspirando,
Saí deixando morta a minha amada,
Vinha o luar iluminando a estrada
E eu vinha pela estrada soluçando.
Perto, um ribeiro claro murmurando
Muito baixinho como quem chorava,
Parecia o ribeiro estar chorando
As lágrimas que eu triste gotejava.
Súbito ecoou do sino o som profundo!
Adeus! - eu disse. Para mim no mundo
Tudo acabou-se, apenas restam mágoas.
Mas no mistério astral da noute bela
Pareceu-me inda ouvir o nome dela
No marulhar monótono das águas!
Augusto dos Anjos