No inverno também há prados verdejantes.
Também vejo jardins florescidos.
As aves enchem o céu de bailados constantes.
E os sorrisos revelam prazeres adquiridos.
E o cheiro das pinhas crepitantes,
Ardendo confortáveis na lareira,
Estalidos perfumados faiscantes,
Enaltece o doce aroma da madeira.
E até a chuva impetuosa,
Fustiga severa contra a vidraça,
Insistindo que os amantes entrelaçados,
A oiçam como música virtuosa.
E o inverno fica mais cheio de graça.
Os beijos ficam mais acetinados.
Olinda Ribeiro
Soneto enviado por uma leitora do blog
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O Inverno e o Amor
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Recordações...
Naquelas noites longas e muito frias,
Quero que estejas comigo em casa,
Passando o Inverno junto da brasa,
Naquelas noites de Dezembro festivas.
Por entre todas aquelas almofadas,
Junto à lareira acesa, deitados,
Sobre aquele chão fofo, abraçados,
Relembrando histórias passadas.
Na TV vemos um filme romântico,
A enorme sala, estilo prático...
Fraca, agradável luz dos projectores.
Ao beijarmo-nos apaixonadamente,
Doze badaladas soaram na mente...
Viva o lindo sonho dos escritores.
1991 Vasco de Sousa
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Verdes ondas do mar
Lá fora chove com intensidade,
E as ondas revoltam-se brilhantes...
Naquela casa, longe da cidade,
Tudo não voltará a ser como dantes.
Junto à janela, observamos o mar...
A lareira crepita, ao som da chuva...
O teu sorriso, o brilho do teu olhar,
Todo esse fulgor que te mantém viva.
O som das belas vagas esverdeadas,
O brilho das tuas meias prateadas,
Como eu gosto, de ti perto estar.
Nas árvores, o sinistro som do vento,
No meu coração, um sinal de alento,
Por longas horas, ali vamos ficar...
1991 Vasco de Sousa
domingo, 6 de abril de 2008
Sensações
Bela frescura da brisa do mar,
Café, intenso e forte cheiro,
Os restos do teu perfume no ar,
Nos teus olhos um fogo certeiro.
A fruta, madura e cheirosa,
Deitado na relva ao sol quente,
Uma sobremesa deliciosa,
Banho de imersão confortante.
Ensinaste-me o que é a paixão,
Deste-me uma nova sensação,
E momentos de enorme prazer !
Deste-me coisas inesquecíveis,
Suaves, discretas, agradáveis,
Uma boa razão para viver !
1991 Vasco de Sousa