Sento e atiro o cansaço ao chão,
Esfregando os pés na relva com prazer,
Deito-me, rebolo até à exaustão,
Olho para o céu… O meu amanhecer !
O Sol ofusca-me qualquer pensamento,
Deixo-me ficar meio anestesiado,
Aqui não há mágoa nem qualquer tormento,
Não há razão para ficar preocupado.
A brisa passa por mim muito devagar,
O Sol reconforta-me com o seu calor,
O Cheiro desta Terra faz-me suspirar…
O mundo não parou ! Continua a girar !
A vida poderá ter um outro sabor !
Adormeço com os pássaros a palrar.
2010 Vasco de Sousa
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domingo, 26 de setembro de 2010
O meu amanhecer
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
O corrupio louco dos ponteiros
Este corrupio louco dos ponteiros,
Que nos faz cedo levantar, depois correr,
Ousa relembrar horários certeiros,
Que por vezes tanto queremos esquecer.
Num acto impensado e corajoso,
Desliguei esse maldito instrumento,
Ali fiquei, deitado e preguiçoso,
Esquecendo qualquer possível lamento.
Parti, leve, em busca da felicidade,
Relevando esse diário tormento,
Que me privaria do êxtase total.
E relegara a responsabilidade,
Querendo viver apenas o momento,
Sem perceber eu, que isso seria fatal.
2008 Vasco de Sousa
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