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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Nevoeiro cerrado

Nevoeiro cerrado que me cerca na encruzilhada da vida Esta névoa que me cerca é cerrada,
Um denso frio apodera-se de mim,
Em desespero, sinto a alma molhada,
O meu corpo, num lento torpor sem fim.

Estou perdido, não sei para onde vou,
O caminho é complexo e sombrio.
Alienado, já mal sei aonde estou,
Apenas sinto este maldito frio.

A minha vida está numa encruzilhada,
Ficarei, ou então tenho que prosseguir,
Pois esta névoa não se irá dissipar !

Mas o tempo prepara uma cilada,
Pois por mim, nunca irá ele decidir,
Farol que me guie, terei que procurar.

2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem encontra-se aqui.

domingo, 6 de abril de 2008

Insegurança

Quem sou eu ? De onde vim ? Para onde vou ?
Porque é que te afastas assim de mim ?
Porque me sinto mal, tal como estou ?
Como ? Como é que hei-de viver assim ?

Porquê tu ? Onde estás ? Como nasceste ?
Porque me sinto agora tão inseguro ?
Perdi-me eu, desde que tu apareceste ?
Sim, como um fruto demasiado maduro...

Porque estou aqui ? Para quê viver ?
Não me deixes ! Não quero morrer !
Será que estarei a ficar louco ?

Deverei eu, sentir-me assim tão mal ?
Tira-me já deste mundo infernal !
Quero ser feliz ? Pelo menos um pouco...

1991 Vasco de Sousa