Por vezes escondo-me e não sei porquê.
Este medo constante que me atormenta…
Outras vezes fujo e já nem sei de quê,
Por dentro uma tempestade violenta.
O coração quase salta pela boca,
O meu corpo fica banhado em suores,
Calafrios que nascem numa mente louca,
As dores são como pesadelos. Tremores !
Sinto-me apático e paralisado,
O dia a dia passa sem um sentido,
Como se tivesse medo de o viver.
Forte pânico que me deixa perdido,
Por este terror estranho alimentado,
Que já me faz continuamente sofrer.
2011 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi obtida aqui.
domingo, 9 de janeiro de 2011
Pânico !
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Como te posso culpar, se é a mim que não perdoo ?
Como poderia alguma vez saber,
Que um novo dia tudo irá mudar ?
Deste meu caminho me iria perder,
Por um sonho que a visão me irá toldar.
Tenho medo. Vivo em constante pavor !
Sufoco no grande inferno da vida,
Intoxicado pelo meu próprio terror,
Perseguindo uma ilusão perdida.
De repente, sinto um frio de morrer !
Um sonho dourado procurei atingir,
Perdoa. Porque não me posso perdoar ?
Como será que eu me poderei perder,
Se afinal não tenho para onde ir ?
Se a mim não perdoo, como te culpar ?
2010 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi obtida aqui.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Vozes Murmurantes
Quando os olhos fecho, o vazio eu sinto,
Quero afastar-me mas não sei para onde vou.
Eles invadem-me a mente ! Eu não minto !
Um grito estridente, que nunca passou.
Enlouqueço, com estas vozes murmurantes,
Que me algemam longe do mundo real.
Estremeço com os gritos arrepiantes,
Neste corpo que me parece irreal.
Quero fugir, mas já não sei de onde venho,
Dentro de mim, reina já um pavor profundo.
Quero retomar o controlo novamente !
Quero libertar toda a raiva que tenho,
Eu não estou louco ! – Grito a este mundo.
Na cela branca, não me fechem novamente !
2010 Vasco de Sousa