segunda-feira, 19 de julho de 2021

Elementos


o sol andou de mansinho
sorrindo muito levemente
esgueirou-se devagarinho
deixando um suave rastro quente

o vento veio ligeiro 
num sussurro quase inaudível
fazer do verso primeiro
um segundo mais apetecível

a lua não resistindo
veio de luar em luar
num quarto já meio crescente

voluntariosa insistindo
no tempo no verbo amar
canta o poeta a poesia que sente

Olinda Ribeiro
19 de Julho de 2021

P.S. - Obrigado por este miminho Olinda. 

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Lado a lado sem rumo

Não te iludas nesse complexo da solidão
Vem e deita-te a meu lado
Entrelaçamos as mãos
Embarcamos os dois no mesmo sonho e navegamos rumo ao largo
No marulhar das almofadas e da respiração ofegante
Adormeçamos vis-a-vis com o balancear das ilusões
Entrelaçadas que estão as marés das nossas complexadas solidões
Aspiramos das almofadas os odores das nossas histórias passadas
Navegamos  na jangada das emoções
no largo dos sentidos sem rumo
de mãos entrelaçadas
deitados lado a lado
embarcamos
e num só sono
respiramos a partilha da comum solidão

Olinda Ribeiro
19 de Junho de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Poesia a duas mãos

Quando afio o lápis ou apronto a caneta
É um secreto e intenso desejo de soltar a palavra interna
Pro plano escrito visualizando da mente atenta
A saudosa poesia desenhada e terna

Abrir a torneira das deliciosas frases rimadas ou não
Mas cheias de sentimento, de odor a sangue correndo nas veias,
De fragrâncias palpitantes adocicadas ou cítricas corajosas… coração
Sim coração palpitante e sonhador sonhando batendo frases cheias

Vem junta-te a mim, vamos juntos escrever palavras soltas e belas
As que guardas dentro de ti e as que juntos soltamos formando poemas
E os dois geramos poesia e flores, sim flores de poesias nas desdobradas velas
Que o vento é bom velejador e leva-as longe bem longe…bem longe das nossas penas

Estende-me a tua mão … ofereço-te a minha caneta,
Fico com o meu já muito velhinho e gasto lápis de carvão,
E enquanto escreves cartas à nau Catrineta
Eu quedo-me a afiar o lápis… nos contornos das aparas… a minha solidão

Olinda Ribeiro
25 de Fevereiro de 2015

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Poeta louca

Todos os poetas são poucos
os poemas alegorias
ai façam das longas e mórbidas noites
doces e ternos dias
poesia…   poesia, 
 oh palavras bem casadas
mosto sonho emoções sentimentos…
 tudo o que sentis … 
sentis no ventre da poesia…. Minha vida tão vazia
sinto-me perdida e estranha
todos os poemas são meus
foi para mim que os escreveste
igualando a dor tamanha
à maior felicidade dos céus
….
Como posso sequer ousar escrever um poema?
Se vós oh grandiosos poetas já tudo escreveste
Já tudo disseste e tudo é tão pouco pois sois imortais
eu? quem sou eu afinal?
Tudo transportais para o poema
A minha alma a minha essência 
A minha virtude e pobre de mim
Também o meu descontentamento

Estranho …. como podeis escrever assim?
Como se vós mesmos me tivésseis criado!
Mas se não sois nem meu pai nem minha mãe
Não me geraste as entranhas não me procriaste na dor tamanha
Como escreveste a poesia que é minha?
Dizei-me poetas vivos e poetas mortos
Dizei-me poetas que ainda não nasceram
Como escreveste todos vós a minha poesia?
Todas as palavras são minhas todos os dizeres  são meus
Tudo o que sentis eu escrevia
Mas só os vossos poemas são meus!

Estarei louca??? mas louca eu?
Sim! Sim!...  a loucura é a verdade nua
Sem floreados ou rendilhados
Sem parecer bem ou bem parecer
Sem essas mentiras de ocasião
Esmeradas na prontidão como se apresentam.

Mas voltemos à poesia,
Que não quero que penseis
Que me esqueci que do nada ou do tudo que senti
Desatando o efémero da vida que vivo e vivi
Me esqueço do mais importante
Esse tão inóspito e débil instante
Em que toda a vossa poesia
Em mim inventada recriada e parida
É a história da história em que morri
Por não conseguir escrever um poema
Qualquer poema….
Que fale da minha eternidade na raia da minha humanidade,
fadistas cantai todos os belos poemas
Que esses eternos poetas escreveram
Pois ao cantá-los pró mundo
Cantais-me a mim
Pois todos os poemas são meus
Acreditai eles os escreveram
Mas todos os poemas são meus!
Todos os vossos poemas são meus
Oh grandes poetas que me cantais a alma!
Vai-se noite
Nasce o dia
Relatos da turbulência …
Finalmente o sono vence
E a minha verdade pura loucura acalma

Olinda Ribeiro
22 de Fevereiro de 2015


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Vazio e adeus


Correndo de cá para lá de perdição em esquecimento
Sobranceira  às tempestades do sempre vão tormento
Aflige-se me a alma envolta em dourado filamento
De purpuras ou rubras lágrimas companheiras no isolamento

essas pequenas alegrias que aos sorrisos dão cor
Têm para mim arsénico ou outro amargo sabor
Têm tudo menos alegrias…talvez adocicado pavor
Que das prosas das mágoas sei bem as letras de cor

Que estou para aqui a dizer? ... não levo jeito  ao desabafo
Nem do tinhoso sofrer me farta a réplica do cansaço
Fazer o que de mais não sei  … se não sei pra que me estafo

Em boa hora peguei nesta pena…. já que em penas me enleio
Dando por dito um adeus … há que adeus  soturno e feio!
Tudo só porque tenho saudade desse tempo escuso e cheio …..

Olinda Ribeiro
14 de Fevereiro de 2014

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ventos de mudança II

Sempre que se agigantam as tempestades,
Entorpeço ao ribombar dos trovões,
Escondo-me em labaredas de saudades,
Desejo redimir-me em mil perdões.

Sem força para afastar tais ventanias,
Fico encolhido. Espero atento.
O tempo afastará as tropelias…
Aguardo pois. Aguço o alento.

Esse temporal terá que chegar ao fim,
Assim o espero, assim acalento.
Desejo sair desta negra solidão.

Rebuscarei as forças dentro de mim,
Esperarei  pela mudança do vento,
Encontrarei essa luz, na escuridão.

2013 Vasco de Sousa
Com um grande beijinho para a minha amiga Olinda.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Réstia de Esperança

Lá longe onde os beijos se consomem
As estrelas pairam sonhando
Os sorrisos são mais cintilantes
Os desejos nunca dormem
Trauteios de amor cantando
O fruto de ventos constantes

Gravados que estão no supremo amanhecer
Um afago fugaz revela a próspera intenção
Entremeados olhares delicados e copiosos
Falam de corpos colidindo ao entardecer
De barcas-belas, música suave, fogo e paixão
E de mãos entrelaçadas em carinhos zelosos

São os amores esquecidos e empoeirados
Pedindo uma sede de água e uma migalha de pão
Num vislumbre outonal querendo ainda viver e amar!

2013 Olinda Ribeiro

domingo, 27 de janeiro de 2013

Júnior

O tempo vai passando….

A dor vai aumentando com a agrura dos dias….
Queria tanto sentir os teus braços rodeando o meu corpo
Sentir a ternura dos teus beijos
E a tua voz ai que saudade da tua voz!
Suspiro por ti, todos os meus pensamentos são teus…
E no meu queixume …não tem lugar o ciúme….
Só tenho espaço prá saudade e pra esta dor que a tua ausência me pena…

Não não tenho raiva …. Não tenho ódios…. Não desejo mal ao mundo,
Só tenho esta inclemência da saudade
E no meu dorido desnorte
Só penso que talvez a morte seja mais mansa e mais clemente
Queria-me nesse tempo em que todos os teus ais eram meus…
E em que tu estremecias só de pensar em mim! …..
Ah como eu era feliz então! Tinha descoberto o amor….
O mesmo amor que agora derrama sobre mim a inclemência da saudade
Queria-me nesse tempo em que um beijinho e um abracinho era o céu onde vivia!

Eu tenho esta lágrima derradeira que teimo em não derramar,
É igual à lágrima primeira…
Água límpida do meu prantear
Minha alma, meu coração a bater,
Minha adaga de sal!
E tu que tanto tardas em chegar…. E eu sem saber do teu amar!

2013 Olinda Ribeiro

domingo, 18 de novembro de 2012

Voltarei…quando de novo me reencontrar…

As palavras querem sair…gritam dentro de mim…
As palavras não se querem ociosas … querem eclodir…
Mas ai de mim que já não sei expressar o que sinto…
Falta-me a rima
Falta-me o gozo
Falta-me o apetite voraz por escrever a minha alma
A morte física do ser que me pariu, deixou-me inerte e sem rumo…
Deixou-me apneica na minha própria condição de celebrar a vida
Só eu tenho o condão de me catarsizar…
Mas fatal na minha evidente separação umbilica reagi amortizando no degredo

Perdi fisicamente muitos entes queridos… mas sempre os sustenho vivos dentro de mim…
Porém com este ser maravilhoso a minha santa mãe…
É realizar vivente o célebre ditado…:
- QUEM NÃO TEM MÃE NÃO TEM NADA!!!!

Estou a fazer o meu luto o melhor que sei e posso…
Apraz-me saber que o tempo me vai ajudar… bem como todos aqueles que me têm apoiado…
Incluindo todos vós meus preciosos amigos!!!!

Um grande bem haja
Até breve

2012 Olinda Ribeiro

Foi de minha mãe que herdei a coragem de ultrapassar as adversidades….
Também  herdei o nome com que assino,,,,Olinda Ribeiro…

sábado, 17 de novembro de 2012

Vazia a sala de meu peito

Vazia a sala de meu peito, cujo encanto
Versejo em mágoas que não cabem num papel
O meu silêncio escreve as dores deste canto
O qual declamo a sós de tudo, em vão, ao léu...

Outrora as flores que cingiam doce manto
Por sobre a terra tão sofrida imersa em fel
Sem seus poetas tudo é triste e dói, dói tanto!
Entregue a vida em seu ocaso, altiva, ao céu

Qual letra, enfim, reter-me a lágrima incontida?
Há de ficar pra sempre em nós a dor sentida
Sem que se escreva um alento e piedade

Se tudo é sempre assim: do amor rumo à saudade
Por que razões seguir em frente a nossa vida?
Por que o adeus teima em nascer da eternidade?

2012 Carlos Gomes

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A sala está vazia

Apraz-me recordar tão belo espaço,
Outrora vivo e reluzente,
Agora vazio e desolado.
Poetas que esperam, desesperando,
Por ideias que lhes valham belos sonetos,
Leitores que aguardam esperando,
Pelas palavras não ditas,
Pelas rimas que não são escritas,
Por um presente que por enquanto é passado.

Uma saudação pela vossa paciência,
Um grito meu, de afirmação,
Um renascimento que se evidencia,
É essa a minha convicção.

Todos os dias me lembro de vós,
E da saudade da nossa Olinda que tanto me inspira.

Esta sala está vazia, mas,
Mesmo em silêncio comunicamos.

2012 Vasco de Sousa

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aqui junto de ti

Grandes obras nascem de momentos insolúveis de solidão.
A grandeza de continuar nesta eterna saga faz de mim quem sou.
E pergunto continuamente:
Afinal quem sou eu?
Responde-me o universo
Tu és a magia do instante que passa e da saudade que fica.
És o voar da garça
Mas nunca serás esquecimento.
Então encosto-me no sofá e por breves momentos deixo-me dormir…

2012 Olinda Ribeiro
Fátima não esqueças

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

É noite na minha alma

Verdes lagos e casas caiadas debruadas a anil
Bois puxando o arado e cães latindo aos viajantes
O velhinho sentado no alpendre
As avezinhas voando
O dia está luminoso e sorridente
E as pedras do caminho vão chorando comigo
É noite na minha alma…

2012 Olinda Ribeiro

domingo, 2 de setembro de 2012

Náufrago


És, onda deste mar, presságio da partida
Quando que há muito foste encanto da chegada
Ao rebentar por entre as pedras da enseada
Acusa, o teu cantar, os versos duma vida

A vida que tanto buscou segura estada
Singrando o mar, fugindo ao medo, já sentida
Que o horizonte não guardava uma saída
E que todo caminho encerra rumo ao nada

A mesma areia que chamei de esperança
A mesma terra que tempos depois me lança
Neste deserto onde as águas não tem fim

Percebo a lágrima invadindo o mesmo rosto
Olho pra terra... Ela indica o lado oposto
Vem onda, vem levar o que restou de mim...

 Julho 2012 Carlos Gomes

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De improviso...

As farpas crivam sentimentos imersos
Nas profundezas das minhas entranhas
Descarnadas em sal moiro e versos
Insolúveis, palavras vagas e estranhas.

Desgostos ventilados a falsas esperanças,
Essas coisas que guardamos no alvor da solidão
E os gastos físicos em prol de mudanças
Maneiradas a gosto mas sem emoção.

(Queria ter amado mais e beijado sem temores
(Sei-me imune às moralidades imorais.)
Desprendida de compromissos e rancores)

Liberta das cercanias e de lobos orvalhosos
Destituída de preconceitos triviais
Seduzida de imprevisto e mistérios gozosos!

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 25 de agosto de 2012

Logro

Não me apetece escrever
Só me apetece amorfar incognitamente
Enterrar-me em sequências imaginárias
Malograr os circuitos que me sustêm
Com as letras enfeitar sonhos desfeitos
Atascar-me em bebedeiras infalíveis
Apagar as desilusões
Voltar ao tempo da germinação
Voltar a ser parida
Quem sabe então eu seja eu
E corajosamente me desafie
A ser de novo vossa mãe
Para que me descubram e se sintam meus filhos.
A vida festeja-se
A vida não é uma festa incessante
Lágrimas e risos são ambos preciosos
Mas o logro está em engendrar planos substitutos
E instituí-los como caminhos sem volta
Lamento desiludir a credibilidade do conceito
Mas amo-vos e por vos amar
Recuso-me a ceder a minha integridade
Em nome de falsos ideais.
Em nome do que quer que seja…
A minha integridade
É a razão porque me mantenho  inacessível
Aos construtores da destruição.
Preciso de ser integra
Porque preciso de amar sem algemas e sem grilhetas.
Porque desde os primórdios de mim
O amor por vós foi sempre
O objectivo da minha existência.
Significa que continuarei a dizer não,
Ainda que o preço a pagar
Seja ficar incógnita
Nas batalhas que travei e venci
Porque foi nas vitórias
Que mereci o direito de hastear
A minha bandeira.

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 4 de agosto de 2012

Dor ao vento

Ah esses espaços por onde navego
Rumo a teus braços e à saudade mansa
Odorífica primavera no corpo te entrego
Já florida por desejos saciada bonança.

Os nichos caiados de alva bruma
Decorados com o vôo das andorinhas
Atapetados com gotas de orvalho e de espuma
São lar de saudades tuas e de mágoas minhas.

O lenço branco hasteado no soluçado adeus
Não augura para meu coração doces tréguas
Antevejo no sussurro da brisa um furtuito lamento

Clamante, desolado, rubroso. Olho os avermelhados céus,
Abro meu peito ao trote da dor selvagem, lembrando éguas
Parindo potros de loiras crinas e corpos de vento.

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 28 de julho de 2012

Dissonância

Toda a poesia que se perde
Por preguiça, incomodo, ou desleixo,
São poemas da alma onde fecho
O “sentir” embrionário e verde.
Tantas coisas tenho para dizer
Porquês de vida querendo resposta
Calamidades internas onde a aposta
É o ego soltar a opressão que me faz sofrer.

Não deixar os tumultos internos prevalecer
É controlar a revolta interna do meu existir.
Mas tudo é errado e incongruente.
E sem que a vontade mande, todo o meu ser
Explodiu em obesidade física e mental, fazendo colidir
A liberdade e o direito ao que a alma sente.

2012 Olinda Ribeiro

sexta-feira, 20 de julho de 2012

José Hermano Saraiva

Hoje foi um dia como outro dia qualquer…
Bom para nascer, igualmente bom para morrer.
Morre-se anónimo ou famoso… ou indigente….
Morre o asno e o inteligente…
Porém morrer de obra feita é o orgulho de todo o homem!
A história reza que hoje morreu um grande contador de histórias…

Foi um prazer ter conhecido esta alma portuguesa.
Agora o descanso merecido…

2012 Olinda Ribeiro

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amantes...

A tibieza, o meu orgulho persistente,
Perpetua tua ausência indefinida,
Castra voraz e resistente
Laivos de fúria reprimida.
Contrastam as marés remanescentes,
Com áridas cantorias suspiradas,
E as gotas de suor insipientes,
Emolduram corolárias encristadas.
Afoitam então como algozes
Rugindo mágoas e torturas
Bramindo gritos tão ferozes
Afoguentando breves gestos de ternura.
Havia em mim um ardor tamanho,
Por esse teu ser por mim extasiado,
Cresciam graciosas com engenho
Constelações de amor incendiado.
Brotam agora cristais de gelo refulgente,
De meus olhos opacos e sem viço,
Igualando o orgulho persistente,
Que te desterrou como feitiço.
Nas asas da noite cobrem-me as dores,
Que outrora releguei para o deserto,
E os teus carinhos e fulgores,
Estão longe de mim estando perto.
Tamanhos eram os rios dos nossos beijos,
Coroando tardes de amor acetinadas,
Galgando nossos corpos em cortejos,
De divinas graças alcançadas.
Corria pelo meu corpo a alegria,
E teus olhos floresciam em folguedos,
Nossas almas brilhavam em sintonia,
Comungávamos dos mesmos segredos.
Passámos de gentis a agonizados,
De flores perfumadas a ervas daninhas,
Deixámos o estatuto de apaixonados,
Somos mágoas cravadas com grainhas.
Porém esse teu olhar ainda por mim chama….
E eu ainda oiço o teu clamor…
Ainda tua boca a minha boca reclama,
Ainda suspiras pelo meu amor.
Na surdina da noite nossas mãos entrelaçadas,
Dizem que devemos acreditar em nós…
Que o amor é vagabundo e as ações afleumadas,
São só surtos dispares aos quais damos voz!
(Se não nos amamos ….
Porque vens tu à minha procura e estou eu à tua espera?
E logo em seguida nos abraçamos…
Murmurando perdões e desculpas pelo que sucedera…)

Amor … um bem que tanto mal perjura … mas sem ele sentimo-nos ocos.

2012 Olinda Ribeiro