segunda-feira, 19 de março de 2012
Pais Filhos e afins…
quinta-feira, 15 de março de 2012
Carnaval & Entrudo
sábado, 10 de março de 2012
Hoje quem faz o jantar sou eu!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Liberdade
O poema é
A liberdade
Um poema não se programa
Porém a disciplina
— Sílaba por sílaba —
O acompanha
Sílaba por sílaba
O poema emerge
— Como se os deuses o dessem
O fazemos
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"
quinta-feira, 8 de março de 2012
Para os homens neste dia das mulheres
sábado, 3 de março de 2012
O sermão da Montanha
Vamos criar partes de nós para construir um todo
Com os poetas escrevemos o mundo
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Sara crioula... Mas cheira a Lisboa!
Os dias vagos saracoteiam-se em doces mornas
E a Sara encanta melodiosa e crioula
Os tons ecoam em diversos timbres
Os instrumentos dançam gingões e rútilos,
Várias raízes, uma só toada,
Voz quente sensual, forte, mas delicada.
Braços afinados elevam nas mãos o aplauso,
O som estocado dá o mote vibrato,
Sara tu és vida dourada bailando como trigo,
Quem te chama deserto?
Não sabe que quando cantas semeias sustento,
e teu corpo canela dolente ao a musica beijar,
está a escrever versos aos quatro elementos,
e os deixa suaves mates a harmonizar!
Quem te chama árida?
Nunca viu o talento de ti a brotar!
E se o teu jeito de menina faz de nós o que quer,
É porque em cima do palco tu és uma grande mulher!
(Silenciaste a multidão cantando à capela,
O estrondo foi tal que me senti levitar.)
Tu és plena de vida, és âmbar, és sândalo,
sons de África e do mundo inteiro,
os crioulos mareiam na tua voz… sentem-se orgulhosos,
embalo-me, e morno nas músicas que compões,
ao ouvir-te cantar…. Tão Sara tão fértil…
Sorrio… cúmplice… digo cá pra mim…
Deixá-los sonhar… a Sara é crioula…
é África é mundo …
a Sara é crioula…
mas cheira a Lisboa…
deixá-los mornar…
A Sara é crioula…
cheira a Lisboa….
cheira a Lisboa!
Mas cheira a Lisboa!
2012 Olinda Ribeiro
CCB -Sara Tavares - 23/02/2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Soltas vão as palavras.
A paixão.
Ai a paixão…
É um dos condimentos da vida,
Ora agora chega, ora vai de partida.
Não poucas vezes é incerta.
Avassaladora chega, entranha-se,
Ao fim de um tempo, por vezes, estranha-se.
(Onde será que já ouvi esta?)
A paixão.
Novamente a paixão…
Choro, corro e rio,
Salto, grito, estou por um fio.
A vida é para ser vivida!
Sei que pareço um pouco louco
(e se calhar não é pouco),
MAS, não é essa a parte divertida?
A paixão.
Agora e sempre, a paixão!
Garra, vontade e euforia,
Tristeza, loucura ou alegria,
Amadurece lenta, no coração,
Espalha-se pelo corpo, de seguida,
Envolve-nos de forma aguerrida,
É prazer, sustento e emoção!
A paixão.
Eternamente a paixão.
Uma muito sã insanidade,
Que não se perde com a idade.
2012 Vasco de Sousa