quinta-feira, 8 de março de 2012

Para os homens neste dia das mulheres


Estende-me a mão…
Sorri!
És mulher!
Onde quer que estejas…
Sorri!
És mulher!
Prende-me a ti….
Leva-me para onde desejas…
Porque lá … onde estiveres….
Tudo é mais belo…
Porque tu … És mulher!
Dás mais cor que todas as cores ao mundo…
Se um homem … está só … e sorris…
Abraça-o… num abraço profundo…
Ele dirá que és tudo o que sempre quis!
E uma criança estende-te a mão…
E mesmo sem saber o que quer…
Um afago é a solução…
Tu sabes … sabes porque… és mulher!
E aquela doce velhinha…
Revê em ti a esperança do futuro que não esquece,
Quando era jovem… e o amor amanhece…
Agora és tu … a sua promessa …
De que esteja ela onde estiver…
O sonho vai continuar…
Porque tu o vais realizar…
Entre beijos e água fresca…
Cerejas e malmequeres!
Todos os dias são dias das mulheres!

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 3 de março de 2012

O sermão da Montanha


Olhai os lírios do campo,
com suas vestes reais,
ao vê-los seco o meu pranto,
ao vê-los esqueço os meus ais.
Entre tanta formosura,
escuto o vento sorrindo,
qual criança de colo dormindo,
nos braços da mãe ternura.
E os anjinhos no céu,
Ao verem as aves bailando,
quem sabe? também sonhando,
um amor igual ao meu.
Do sol espreitam raios ardentes,
querendo fazer tropelias,
aquecem as águas frias,
deixam invernos mais quentes.
Senhor, Vós sois a luz do mundo,
e também nosso pastor,
Sois o melhor professor,
ensinais o amor profundo.
Bem-aventuranças nos deste,
o Pai-Nosso bela oração,
nasceu deste sermão,
e do muito que Disseste!
Foi desta forma estranha,
que aprendemos com espanto,
que os simples lírios do campo,
estão no  “Sermão da Montanha”!

Trabalho realizado pela turma 1- 7º ano - curso de adultos
Agradecemos a colaboração:
Do administrador do blogue, Vasco de Sousa
Da nossa amiga poetiza e coordenadora,
bem como dos professores de Língua Portuguesa e de Informática.
A realização deste trabalho foi muito importante para todos nós, pois além de contar para a nota, também nos enriqueceu muito.
Bem Hajam e muito obrigado

Dos  22  Alunos da turma 1
(Por várias razões decidimos manter o anonimato)

Vamos criar partes de nós para construir um todo


…. Até começamos com a forma tradicional de: Era uma vez uns quantos alunos que tinham que realizar um trabalho de grupo…
Juntaram-se na sala de aula e trocaram umas quantas ideias…
Aos poucos as palavras nasciam soltas
Palavras tímidas mas sinceras
Esperança
Desejo
Vontade
Força
Querer
Mas a que mais nos entusiasmava era uma palavra que parecia espelhar a alma de todas as outras palavras “ Motivação” ……. O que tem esta palavra de tão especial que nos prende e fascina?  Cada um olhava para si com introspeção … os sinónimos foram aparecendo… (mas não os sinónimos gramaticais… que embora muito importantes eram completamente inapropriados…) foi a subtileza das pequenas alegrias ou momentos de angústia ultrapassados…
Gosto de ver a minha filha sorrir quando acorda e me vê
Hoje o trabalho até correu bem
Felizmente a minha mãe melhorou
As coisas estão a compor-se
Arranjei trabalho
O meu namorado apanhou uma flor e ofereceu-me
A minha mulher deu-me um beijo e disse que ainda me ama
Estou a gostar de andar na escola
Fui ver a minha primeira peça de teatro e gostei muito
Afinal cozinhar até é giro e a minha mulher gostou
Enquanto a minha mulher esteve doente levei os miúdos à escola e fiz o que ela faz, nunca pensei que fosse tão difícil … agora dou-lhe mais valor
Já faz 8 anos que não bebo álcool mas continuo a ir às reuniões para ter força
As coisas não estão fáceis mas eu tenho esperança pois hoje estou melhor que no passado pelo menos venho à escola e tenho bons amigos
O meu ordenado é pequeno e trabalho muitas horas mas é muito melhor que quando estava desempregada
Já consegui ler um livro todo e perceber a história … vou ler mais
Entendo que a minha avó não tem culpa por estar doente e não reconhecer a família, eu gosto muito dela e vou continuar a mimá-la
Levei o meu filho a um jogo de futebol e ele disse que eu sou o melhor pai do mundo
Disse a uma rapariga que gostava dela e ela disse que também gostava de mim
Fiz as pazes com o meu namorado … diz que eu sou muito bonita e inteligente
Gosto muito de chegar a casa e ver como os meus pais fazem para que tudo esteja sempre o melhor possível mesmo quando os problemas são muito graves
No dia dos namorados eu e a minha namorada escrevemos uma poesia um ao outro foi o melhor dia de namorados de sempre e nem gastámos dinheiro…!
Percebo agora porque é que o pôr-do-sol é tão bonito
Gosto muito de ouvir o bater do meu coração
Pensava que a musica clássica era seca afinal é muito boa e deixa o coração quentinho
Aprendi a escrever o que sinto e gosto do que leio

Foi com esta entrega e partilha, que a história se desenrola através da sensibilidade de cada um de nós, muito mais poderíamos dizer, ou descrever, mas como alguém escreveu, o essencial é invisível para os olhos… vê-se com o coração… e pensamos que fizemos passar a nossa mensagem… e também crescemos e tomámos consciência do nosso potencial, afinal andamos na escola para aprender… e acreditem que com este trabalho aprendemos muito mais sobre cada um de nós, e não só, já que enquanto grupo estreitámos laços e sentimos-mos mais coesos. Todos sem excepção estamos muito gratos pela oportunidade e sabemos que tudo na vida é uma lição se nós estivermos dispostos a aprender… e também que quando colaboramos ou formamos equipa tudo é muito mais fácil pois a união é mesmo a mais-valia!

Agradecemos aos “amigos” que acreditam em nós e nos deram a possibilidade de nos ouvirmos e assim realizarmos o trabalho do 9º ano turma 3
Bem hajam por estarem a torcer pelo nosso sucesso.
(Aos professores, poetas, e amigos do costume)
Agradecemos a todos vós que ao lerem e comentarem o nosso trabalho contribuem para o enriquecimento do mesmo.

Com os poetas escrevemos o mundo


Com os poetas escrevemos o mundo
Aos poetas fomos buscar as palavras
E assim homenageando palavras poetas e mundo…
fomos aprendendo um bocadinho mais…

E se todo o mundo é composto por mudança…
Mudaram-se os tempos… mudaram-se as vontades…
Partamos então em busca da esperança
Deixemos para trás o barco das iniquidades
Não importa se faz sol ou está a chover
A noite desce desfolhando as rosas
Que faz do amor sozinho o amor imenso
Para lançar no mundo ó Pátria amada
Com mãos de sombra Sombras que tocamos
De intenções e palavras proibidas
É ter de mil desejos o esplendor
Deixa que o sonho se transforme
Tão zelosos das leis da cortesia
Se a ti ergui meus olhos suspirando
Outro céu de mais doce transparência
Porque eu venho de longe em tua busca
E é amar-te assim perdidamente
Mais este e aquele o outro e toda a gente
Abraçar-te durante uma eternidade
Deixa que o teu amanhecer me ilumine
Que encanta que seduz que persuade
É um não querer mais de bem querer
Eu cantarei de amor tão docemente
Que me envolve nestes dias ensolarados
Transbordo de uma alegria desmedida
Pelas mesmas vias sublimo gestos de ternura
E os teus beijos de sonho e de ansiedade
Olhai como amor gera num momento
Que expira á beira mar suavemente
Ser poeta é ser mais alto é ser maior
Do que os homens! É morder como quem beija!
Amar-vos quanto devo e quanto posso!
Mudam-se os tempos… mudam-se as vontades
E se todo o mundo é composto por mudança…
Chegamos a bom porto! Ao porto das verdades!

Trabalho realizado pelo 8º ano turma 2
Agradecemos a generosa colaboração:
Do administrador do blogue Vasco de Sousa
Da nossa amiga poetiza e dos professores de Português e Informática
Agradecemos também aos leitores
E a todos os poetas pois foi com os seus versos que compusemos o nosso trabalho. 

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Sara crioula... Mas cheira a Lisboa!

Os dias vagos saracoteiam-se em doces mornas
E a Sara encanta melodiosa e crioula
Os tons ecoam em diversos timbres
Os instrumentos dançam gingões e rútilos,
Várias raízes, uma só toada,
Voz quente sensual, forte, mas delicada.
Braços afinados elevam nas mãos o aplauso,
O som estocado dá o mote vibrato,
Sara tu és vida dourada bailando como trigo,
Quem te chama deserto?
Não sabe que quando cantas semeias sustento,
e teu corpo canela dolente ao a musica beijar,
está a escrever versos aos quatro elementos,
e os deixa suaves mates a harmonizar!
Quem te chama árida?
Nunca viu o talento de ti a brotar!
E se o teu jeito de menina faz de nós o que quer,
É porque em cima do palco tu és uma grande mulher!
(Silenciaste a multidão cantando à capela,
O estrondo foi tal que me senti levitar.)
Tu és plena de vida, és âmbar, és sândalo,
sons de África e do mundo inteiro,
os crioulos mareiam na tua voz… sentem-se orgulhosos,
embalo-me, e morno nas músicas que compões,
ao ouvir-te cantar…. Tão Sara tão fértil…
Sorrio… cúmplice… digo cá pra mim…
Deixá-los sonhar… a Sara é crioula…
é África é mundo …
a Sara é crioula…
mas cheira a Lisboa…
deixá-los mornar…
A Sara é crioula…
cheira a Lisboa….
cheira a Lisboa!
Mas cheira a Lisboa!

2012 Olinda Ribeiro
CCB -Sara Tavares - 23/02/2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Soltas vão as palavras.

A paixão.
Ai a paixão…
É um dos condimentos da vida,
Ora agora chega, ora vai de partida.
Não poucas vezes é incerta.
Avassaladora chega, entranha-se,
Ao fim de um tempo, por vezes, estranha-se.
(Onde será que já ouvi esta?)

A paixão.
Novamente a paixão…
Choro, corro e rio,
Salto, grito, estou por um fio.
A vida é para ser vivida!
Sei que pareço um pouco louco
(e se calhar não é pouco),
MAS, não é essa a parte divertida?

A paixão.
Agora e sempre, a paixão!
Garra, vontade e euforia,
Tristeza, loucura ou alegria,
Amadurece lenta, no coração,
Espalha-se pelo corpo, de seguida,
Envolve-nos de forma aguerrida,
É prazer, sustento e emoção!

A paixão.
Eternamente a paixão.
Uma muito sã insanidade,
Que não se perde com a idade.

2012 Vasco de Sousa

Não roubarei mais sonhos para ti

Habitas nesse teu mundo de fantasia,
Em redoma vítrea foste protegido.
Pensas tu que compras sonhos e alegria?
Tocarás o Sol e soltarás um rugido?

Serás mesmo assim desde que nasceste?
Acima da justiça e da verdade?
Não sei em que parte é que te perdeste,
Terá sido em muito tenra idade.

É o tempo de te salvares desse mundo,
Caminha de volta para a realidade,
Já não roubarei mais sonhos para te dar.

Afasta-te desse teu coma profundo,
Acorda para a vida. De verdade!
É a maior dádiva a almejar.

2012 Vasco de Sousa

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Gosto muito de si

Gosto muito de si… Caso a cegueira se generalize,
tranquilize na certeza que eu… eu,
jamais me esquecerei da sua riqueza!


Vem cá brilhante estrela-d’alva,
Deixa que o teu amanhecer me ilumine.
Que um verso terno me mime,
E eu floresça rosa Malva.

Deixa-me banhar nos céus e nas marés,
Correr pelos sonhos azuis…
Ser como me vês e intuis,
E saber-te a mestra que És.

Doce fada que és minha madrinha,
E bafejas minha alma com condão,
Alivias a dor, acalmas-me o coração,
Mandas pra longe a tristeza minha!

Afinal és muito melhor poetiza que eu!
Dizes o mundo em poucas palavras!
Quem me dera ter essa sapiência:
Entender o que só almas puras entendem!

2012 Olinda Ribeiro

O peso do céu

O peso do céu. Sobre a minha cabeça.
Perdoa-me. É tudo o que eu quero.
Deixa entrar o cão que a chuva escorraça.
Deitado no chão frio, aqui espero.

Com saudade relembro a lareira quente,
Diz-me o vento que agora é tarde,
A autoestima abandonou a mente,
Exposto à mercê desta tempestade.

Agora à chuva tudo eu confesso.
Amaldiçoo aquilo eu que me tornei,
Tudo o que fiz e o que deixei de fazer.

Assim, contra mim escrevo. Estou possesso.
Despido de pudores, suplicar-te-ei:
Perdoa-me ! Eu farei por o merecer.

2012 Vasco de Sousa

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Não é saudade… É não esquecer…

Velejo, respiro, ao sabor da brisa,
Renascendo poesia em cada verso,
Sal, sol, urze, carinho disperso,
O gesto grato, e alguém ameniza.

Corpo e alma em camas de dor,
Fins-de-linha cansaço e sofrer,
Estendem sorriso para agradecer
Momentos ténues dados com amor.

Sinto-me parca, impotente, desleal,
Beijo de judas. A morte vem, eles vão,
Últimos carinhos… agradecem pelo fim…

Serenam, sorriem, partem… ponto final!
Perante tão belo quadro de Gratidão,
Silenciosa lágrima rola… choro por mim…

2009 Olinda Ribeiro
Porque sinto que todos continuam a velar por mim…
01 de Novembro de 2009