Estou imóvel. Aqui parado.
Arrasto as palavras dentro de mim.
Lento… Neurónio não, neurónio sim.
A tua realidade não é a minha,
Falas comigo à tardinha…
Não sei o que te responder,
O que será que estás a dizer ?
Um sorriso rasgado.
Dás-me um carinho abençoado,
Derreto-me com ele… de bom grado.
Gostava de te poder sorrir…
A minha face parece não fletir,
Da minha boca solta-se um gemer,
Uma lágrima escorre sem querer.
Abraças-me. Estou deitado.
Amanhã virás novamente,
Com o teu ar bondoso e paciente,
E mesmo que eu não diga nada,
Tu sabes que muito me agrada,
Aqui, qual inconsciente, a divagar,
Receber o amor do teu olhar.
Quem és, já pouco importa,
Estarás amanhã à minha porta.
Obrigado.
2012 Vasco de Sousa
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Estou imóvel. Aqui parado.
domingo, 29 de janeiro de 2012
Epopeia
Nasce a epopeia do Ser
A típica narração dos feitos
Moinhos e ventos contrafeitos
Minutas dos contos a desenvolver
Romantismo ou solo a dois
Novelas de horas soltas
Entreabrir leve de portas
Novas promessas nascem depois
Continuo acreditando na arte
Suplantando efémeras escaramuças
Parodiando mecânica e lazer
Despeço a saudade que parte
Não visto negro ou carapuças
Nasce uma nova epopeia - O Meu Ser!
2012 Olinda Ribeiro
domingo, 22 de janeiro de 2012
Avançar não é esquecer ou banir
Fundamental a flexibilidade
Instala-se e a nostalgia pacifica
Num ápice tudo se clarifica
Fundo ilusão e veracidade
Avançar não é esquecer ou banir
Tenho carinho pelas minhas vivências
Debalde as consequências
Refreio o impulso de não reflectir
Veredas e memórias clássicas
São labirintos muito apetecíveis
Épocas épicas e outras mudanças
Têm faunas e fórmulas básicas
Vestem-se de causas infalíveis
Mas pereno nas minhas esperanças.
2012 Olinda Ribeiro
E sei que amo com mais ardor
Encontrei o modo perfeito
De me entender sem constrangimento
Apelo ou simples entendimento
Tudo o que me desafina… rejeito!
E sei que conspiro a meu favor
Até os afectos são mais fogosos
E as mãos têm outro acarinhar
E as mãos sabem como acarinhar
Até os afectos são mais gozosos
E eis que conspiro a meu favor.
Dou livre arbítrio ao meu coração
Caminho comigo de mãos dadas
Juntas amamos noites e alvoradas
Mas não perco o fio nem a motivação!
E sei que conspiro a meu favor
Até os afectos são mais fogosos
E as mãos têm outro entrelaçar
E as mãos suavizam o entrelaçar
Até os afectos são mais gozosos
E eis que conspiro a meu favor
E sei que amo com mais ardor!
2012 Olinda Ribeiro
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Graciosa loucura que me dá vida
Podem pensar o contrário….
Mas, loucura não é doença!
É uma espécie de ilusão
Uma aparência… de perder a razão
Ou outra coisa qualquer….
Em mim, e a meus olhos…
É um atestado da minha autenticidade.
Há quem ache que é excentricísismo…
Eu só sei que sou Genuína…
Para quê esconder-me por trás de coisíssima alguma…?
Basta-me estar bem comigo mesma!
Sou Diferente? Somos todos diferentes!
Eu só me aceito incondicionalmente.
Acarinho-me e vejo a original oportunidade,
De me entregar ao meu percurso, deixando de lado,
Os formatos espíneos que me afastam da minha razão de ser.
Agora, é muito difícil trilhar o meu mapa interior…
Mas sei que é possível!... Melhor é imprescindível!
Lágrimas, mágoas, tentativas de desistência?
Absolutamente normal que me questione.
Naturalmente, interrogo-me,… analiso-me,… peço ajuda… Ajudo-me!
Sigo em frente! Estou a caminho…
Acuso-me… talvez por ser mulher…
Fico cheia de água na boca…
Adoro este Ser irremediavelmente louca…
(Não por amar… isso… é a meu sentir, coisa pouca)
Mas sim por não querer…
Dar ouvidos à postura
Que me arrasa e tortura…
É que tenho grande aflição,
Quando tento dar expressão
Ao “ ser “ muito compostinha,
Não tenho jeito … Nem é coisa minha!
Talvez por saber bem o que não quero,
Recuso dar-me ao desespero
De ser aquilo que não sou,
Raramente sei por onde ando ou vou…
Mas é isso que me diferencia,
Por viver no dia-a-dia
A minha íntegra constância
Não gosto da inconsonância
Nem de barulhos mentais!
Gosto sim de ser livre e harmoniosa
Ter melhor perfume que a rosa
Ser mais pura que os cristais
Mais alta que os pináculos das catedrais,
Ser e ter muito riso e pouco siso
Que a alegria é meu sustento.
Viajo nas asas do vento,
E tenho esta “ vida “ Visceral
De viver a meu contento!
Eis a razão de ser alma que perdura,
E ter na certeza da minha loucura,
A insana sustentabilidade.
Pois que na minha realidade,
A vida não é “ coisa ou causa “ apensa,
É sim razão e integridade!
Posta esta exposição,
Chamem vida à ilusão…
Mas afirmo: Loucura… Não É Doença!
2012 Olinda Ribeiro
As patologias mentais têm défices que merecem de todos nós mais respeito.
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Estou à espera
Letárgico ao Sol, recebo o seu calor,
Como se dependesse da sua energia.
Do inverno, vou espantando o seu rigor,
Aqueço a alma. Dai-me mais alegria !
Esqueço por momentos toda a frustração,
Deste quotidiano dececionante.
O futuro hipotecou-se sem razão,
Intromete-se na paz da minha mente.
Este bem-estar é apenas presentâneo,
Depois do Sol, o frio que me depaupere,
Não pense ele que irei esmorecer.
Vou armazenando o calor instantâneo,
Na esperança que ele me revigore,
Pois tais desalentos, pretendo eu vencer.
2012 Vasco de Sousa
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Perdido de amores
Namoro as nuvens, perdido de amores,
Sorrio pateta para as ondas do mar,
O céu pinta-se de sete belas cores,
E os meus dias vão passando devagar.
Tal como a água corre por baixo da ponte,
Vagarosa, lambendo as pedras brilhantes,
O Sol a cada dia roça o horizonte,
O que vem depois segue-se ao que vem antes.
Melancólico, vou-me deixando ficar,
A paixão é água que enche o meu leito,
O Sol que a incendeia, que me convida.
Renovo forças, no brilho do teu olhar,
Com o pensamento em ti me deleito…
És sonho, garra, magia ! A minha vida !
2011 Vasco de Sousa
Lenda do sonho doce de Natal
Era uma vez um sonho
De uma história de encantar
Que tinha um pavor medonho
De não se poder realizar
Certo dia uma criança
Olhou para ele e sorriu
O sonho cheio de esperança
Fechou os olhos e dormiu
Ficou muito agradecido
Por se ter realizado
E desde então para cá
O sonho sonha acordado
E tão feliz ficou
Com o resultado final
Que até se transformou
Num “doce” “sonho” de Natal!
2011 Olinda (Lili) (Linda)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Maldita banca francesa! (afinal… É bem portuguesa!)...
E o dia passou sempre a correr…. Aproxima-se a noite sedutora…
Entre palavras de mal-dizer…. E cicios que desmusam os actos…
A noite já me arrematou… tenho que pagar o preço!
Nem me adorno a preceito! O vício é jóia que sobeja ….
Brevíssima e lisonjeira, chegas-te a mim… maldita seja!
Já tantos te amaldiçoaram… outros tantos te amaram…
E tu continuas traiçoeira…. (Igual me vejo ao espelho) …
As cores e o brilho das luzes, já chamam por mim….
Calma estou pronta… aqui vou eu… abre os braços!
Arrebata-me predadora… devora-me até há exaustão!
Aproveita hoje, … bem sabes que não me possuirás muito tempo,
Não sou adita de ti, nem tens poder sobre a minha razão….
Mas sim, hoje serei tua! Viverei a tua ilusão! …
Olho a raiva desmedida… o preço é lucro sem fim!
Luxuoso submundo que atrai devora e arrasta…
No meio de tanto suor e palavrão, observo um rosto atento,
(O desespero é a expressão que mais contrasta).
Treme-lhe a mão … procura o golpe certeiro…
Armada em Mata Hari, espio o desenrolar do acontecimento,
Luxuoso submundo…. Atiras sem piedade … vi-o a bater no fundo.
(o juro é muito elevado… é mais caro que o dinheiro) …
Falando ao coração dos homens… a noite é tão sedutora…
Simples, sai à caça, simula fútil um gesto inútil de jogadora…
Atira com orgulho a ficha pró meio da mesa, … maldita banca francesa!
Então numa espécie de antologia, relata histórias do passado…
Perscruto os rostos da desilusão… o orgulho do campeão…
Que é gozo de pouca dura… pois a maldita não dá descanso! …
E o que levava de avanço… o então felizardo… o dobro? Perdeu!
A noite já vai avançada, a noite já está cansada, não perde uma única parada!
Soa o gongo. É o último Golpe… (já foi há muito tempo!) … o jogo, a ansiedade…
Só querem mais uma oportunidade… pra provar… que o jogo já os venceu!
(Já os tinha vencido mesmo antes de começarem!) ……….
Arrastam-se desiludidos porta fora…. Mais uma noite…
Passou vagarosamente rápida… E agora? o que vão fazer agora?
Agora, … a noite segreda-lhes … Têm uma solução!
Amanhã á mesma hora! !!!
Um bocado mais animados… Lá estarão recauchutados… (muito mais endividados!)
E a noite, qual musa sedutora, enfeita-se enganadota, sorri calculadora…
Sabe como vai acabar… sabe que sai sempre a ganhar!
Conhece os meandros da fauna… e em jeito de previsão popular…
Anuncia sorridente… vai girar… mais uma rodada … mais uma voltinha…
Aqui quem não tem cabeça Paga…! E paga com a própria Vidinha…!
2011 Olinda Ribeiro
Advertência no maço de tabaco: Fumar Mata
Advertência nos casinos: O jogo só deve ser utilizado como diversão nunca ultrapasse as suas
Capacidades
Outras advertências: Proibido vender bebidas a menores de 18 anos
Se beber não conduza
Crianças com menos de dez anos só devem utilizar elevadores quando
Acompanhadas por um adulto
* Evite situações em que a sua vida possa constituir um risco
*Adoro este humor…
A minha advertência: Viver Não É um Jogo, Cigarro, Álcool, Elevador… Não É muitas coisas!
(abusar de vez em quando, também faz parte…
não dá saúde, dá prazer, e faz crescer)
(sem “mas”… abusar do abuso é desnecessário)
*Viver É uns riscos que corremos por estarmos vivos!
domingo, 11 de dezembro de 2011
Vê-te com o meu olhar
Deixa
a tua mão
Deslizar pela minha pele
o teu beijo
Iluminar o meu rosto
o teu sorriso
Incendiar o meu peito
Deixa
que eu te veja
sem falsas modéstias
sem farsas nem logros
sem gestos convencionais
Deixa
Que eu veja o homem
E descubra que tu ÉS
Exactamente quem afirmo que És!
UM SER FANTÁSTICO, QUE ME FASCINA, ARREBATA, E ENCANTA!
2011 Lili
e não me receies… sou inofensiva!...
os truques que tenho na manga… são castelos de areia à beira de água!



