domingo, 13 de novembro de 2011

És livre de ser livre


Ao recusar o impressionismo caótico
Cruzo-me pelas vias subversivas da loucura
Pelas mesmas vias sublimo gestos de ternura
carinhoso olhar indelével sagaz hipnótico.

Quem não se liberta das amarras invisíveis
Não tem por direito o direito à liberdade
Não se é prisioneiro só negando a verdade
Mas negando libertar as amarras bem visíveis.

Perguntas-me então pela Liberdade
Incrédula apercebo-me da desilusão
Olhas-me com um olhar que nunca vi

Estarreço insensata pela insanidade
de não entenderes que não há prisão
e que a Liberdade está dentro de ti!

2011 Olinda Ribeiro

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Espero que fiquem esclarecidos …(final - conclusão da parte 1)

Ocasionalmente amplio o prazer desconcertante de me surpreender
com o jogo dos segredos possuídos, a relação enigmática da linguagem,
odores almiscarados simbióticos, recriam sensorialmente a minha essência sensitiva,
e intuitiva à qual chamo o meu DNA de maturação. Sou o meu laboratório e também
a molécula celular que analiso, a minha bioquímica psicológica fisiológica!
Agora que me apresentei convém esclarecer porque me descrevi tão psicodinâmica.
Simplesmente porque todos temos a nossa individualidade, especividade,e características, que nos definem enquanto espécimes únicos.
Claro que sou uma espécie única e rara… aliás raríssima!...
Razão pela qual raramente me encontro! O que é um grande inconveniente,
pois quando preciso de mim, nunca sei onde estou.
O que me leva a outra situação: Os afectos. Aqui um certo Sr. Dr
Colocou-me uma questão :- porque é que os afectos me incomodam?
Efectivamente nunca tinha percebido que os afectos me incomodassem.
Mas considerando que não sou especialista no assunto… e também porque
é hábito os Srs. Drs fazerem e colocarem estas questões, até para darem
um certo ar deprofundo conhecimento sobre a psicose humana,…
eu remeto-me ao meu laboratório analítico e faço uns ensaios…
convencendo-me tambémque estou a tratar do assunto…
e que brevemente descobrirei respostas e acções condizentes.
Claro que é tudo uma grande tanga, mas como a etnologia humana,
desloca a questão do sentido gradualmente construindo imediatos
condicionalismos para um ideal sensorial, cito o olhar, as posturas,
e até a oratória, claro está sem esquecer o lado emocional da coisa.
Assim sendo, e dado o adiantado da hora, espero que tenham ficado
devidamente esclarecidos, porque na parte que me toca, não percebi
rigorosamente nada, porém como sou apoliticamente incorrecta,
aproveitei a oportunidade para concluir que afinal ainda meconsigo
surpreender surpreendendo a minha (in)capacidade de raciocinar.
Claro que esta dissertação não explica tudo, ,,,
assim como não explica a minha veia poética…. Nem desértica.
Porém como o prometido é devido, e porque os leitores merecem
a minha admiração e agradecimento, e porque impera a analogia
e o respeito por todos e pela minha pessoa.
Dou por terminado o esclarecimento!!!

2011 Olinda Ribeiro
Agora vou descansar é que às 7h e 30m da manhã a minha filha vai nascer e quero estar devidamente preparada para parir (termo clínico) / dar à luz (termo elétrico).
Bem hajam

Dor silenciosa


Silêncio. Ouço o seu frio,  a sua escuridão.
Imponente. Gigantesco. Avassalador.
Uma demanda enredada na compreensão.
Um varrimento sistémico, levado a rigor.

Entre as trevas de uma solidão partilhada,
Na confusão labiríntica da mente,
Procuro-te sem tréguas, ó dor agrilhoada,
Que perduras de forma insistente.

Ocultas-te habilmente para além da consciência,
Desafias diariamente a minha paciência,
O desespero exponencia o teu poder.

Procuras fortalecer-te com maldade,
Respiro fundo. Aguardo com serenidade.
Já vislumbrei o desfecho… Irei vencer !

2011 Vasco de Sousa

terça-feira, 1 de novembro de 2011

… E eu meu amor só tenho um sorriso pra te dar


Pedes perdão por me amar como amas…
….mas amas como sabes amar…,!
A sofreguidão com que me possuis é desmedida.
Odeias o ar que respiro pois o ar não és tu,
e sentes-te ínfimo comparado com o ar que respiro.
Tens uma possessão bravia por cada partícula minha.
Até as palavras te doem pois roubam espaço aos beijos.
E se a minha voz ecoa ficas louco de desejo…
dizes que tenho voz cálida, silvestremente  ardente , sagaz e inquieta,
delicada, tão sensual que te faz vibrar e aumentar a fome que tens de mim!
E o desejo na minha voz enlouquece-te ainda mais.
Os teus pensamentos são outros tantos tormentos. …
Arrebatados agrestes impetuosos espraiados em marés vivas.
Não sabes porque existes, só perduras porque eu existo…
Mas a existência é um sopro etéreo e queres-me real.
Todo o tempo é demasiado curto para me amares,
O tempo não se sustém suficiente para realizares o amor que me tens.
As promessas são parcas ilusões com que enganas a minha ausência.
E a minha pele? Como pode algo substituir o toque da minha pele?
O meu odor embebeda-te os sentidos, ébrio é o teu estado permanente.
E tudo é tão fugaz, tudo parte e nada permanece,
E tu não sabes como me reter para me eternizares.
Os teus braços envolvem-me e não me separam de ti.
Procuras no meu olhar tranquilo a paz para uma guerra que não travas,
Queres encontrar dentro de mim a tua razão e o meu ser.
Mas tu sentes um vazio que te deprime e sufoca.
E queres levar-me contigo para os horizontes impossíveis,
na certeza que apaziguas a irascibilidade da paixão.
E eu meu amor só tenho um sorriso pra te dar!

2011 Olinda Ribeiro

Nas minhas memórias


Nas minhas memórias, eu posso encontrar,
O vosso passado, fragmentos preciosos,
Que nelas, com amor, irei perpetuar.
Recordo com gosto, carinhos e afetos.

Em todos vós, está o meu pensamento,
Pois já moldaram aquilo que hoje sou.
Só tenho palavras de agradecimento,
Por tudo de belo que comigo ficou.

Guardo comigo toda a vossa alegria,
Tudo o que de bom me foi ensinado,
E é por isso, que em especial neste dia,
Vos agradeço, o que me foi confiado.

Enquanto vos lembrar, com o meu coração,
Sei que, através de mim, vocês viverão.

2011 Vasco de Sousa

domingo, 30 de outubro de 2011

Vem


Conta-me em segredo, porque te lastimas,
Enquanto acarinho os teus belos cabelos,
Essas tuas puras e cristalinas lágrimas,
Pérolas contrastantes dos teus pesadelos.

Deixa-me tomar conta do teu sofrimento,
Beijar carinhosamente as tuas faces,
Apossar-me de tão hercúleo tormento
que te apoquenta. Quase te desfazes…

Deixa-me acalmar esse teu coração,
Abraçar-te durante uma eternidade,
Poder em teu rosto, lívido de emoção,
Vislumbrar uma ténue felicidade.

E quando te der o teu sorriso de volta,
Talvez possas tu então, vir à minha porta.

2011 Vasco de Sousa

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Se sentes que sinto o Sentir


Se sentes que sinto o Sentir,
Então porque não te sentas onde me sento,
E poderemos então juntos decidir,
O que fazer deste nosso momento.

Se este encontro é um desencontro,
Se não te encantas com o meu encanto,
Desencantas-me e não te encontro,
Apesar de juntos neste pequeno recanto.

Vamos resumir: Se nos estamos a iludir,
Se fazes alusão a mais uma ilusão,
Não sei se chorar ou rir, mas vou partir.

Levantas-te para sair, Partido o teu coração,
E nessa confusão, Vi o teu Sentir,
Reacendeu-se a paixão. Vem, vamos sair.

2011 Vasco de Sousa

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

“Mon Cher”


Tudo em ti tem o odor e os contornos da poesia!
Tu és o poema mais real que já senti!
Sonho constantemente que és um sonho nascido de mim,
e o mundo só faz sentido quando estou nos teus braços,
os teus beijos ardentes são o tempero da minha boca.
As mudanças que fizeste na minha vida,
são a diferença entre viver e morrer entre ser feliz e infeliz.
O teu amor é mais vital que o ar que respiro,
A tua presença é o meu equilíbrio,
O momento em que me olhas e sorris é um renascer constante.
Por ti e contigo estou a apaziguar a minha existência.
Por ti e por mim permito-me abrir a mente, a alma, o corpo,
e entregar-me completamente ao sabor de me saber amada!
Tu ÉS meu amor o poema mais autêntico que escrevi!

2011 Olinda Ribeiro
Para ti meu amor que me amas “cobrando-me” apenas que eu seja livre…
para amar incondicionalmente e a meu jeito…

sábado, 22 de outubro de 2011

Obrigado por aqui estares


Aproximas-te de forma serena,
Antevendo os momentos de prazer,
Que saboreias de forma plena,
Com a avidez de mais querer.

Assumes por direito o teu lugar,
Movimentas-te para baixo e para cima,
Deliciando-te com esse aparente manjar,
Decifrando cada frase, cada rima.

No final, então recostas-te,
Devagar… Já com a alma lavada,
Nem sabes bem o que estás a sentir.

É então que voluntariamente ofereces-te,
Para, de uma só assentada,
Escreveres, comentares e retribuir.

2011 Vasco de Sousa
E eu, humildemente, por mim e pelos restantes poetas,
a ti, que estás a ler, só tenho que agradecer-te.
Obrigado.

Serão achaques ou tremores ?


Não sei se são achaques, ou então tremores,
A minh`alma padece e degenera,
Não sei se são arrepios ou suores,
Sei que para mim, não mais será primavera.

Perguntas porque sofro, assim desolado,
Porque quase desejo desaparecer ?
Este coração batendo descompassado,
Frenético ou cego. Vá-se lá saber…

És tu a fonte do meu desassossego,
Viraste o meu mundo de pernas pró ar !
Já nem sei se voltarei a me encontrar…

Quando te olhei, surpreso e sôfrego,
Um só instante da tua beleza impar,
Que me deixou assim…
                                    …por ti a suspirar.

2011 Vasco de Sousa