sábado, 23 de fevereiro de 2013
Ventos de mudança II
domingo, 3 de junho de 2012
Ilha do Corvo
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Não roubarei mais sonhos para ti
Habitas nesse teu mundo de fantasia,
Em redoma vítrea foste protegido.
Pensas tu que compras sonhos e alegria?
Tocarás o Sol e soltarás um rugido?
Serás mesmo assim desde que nasceste?
Acima da justiça e da verdade?
Não sei em que parte é que te perdeste,
Terá sido em muito tenra idade.
É o tempo de te salvares desse mundo,
Caminha de volta para a realidade,
Já não roubarei mais sonhos para te dar.
Afasta-te desse teu coma profundo,
Acorda para a vida. De verdade!
É a maior dádiva a almejar.
2012 Vasco de Sousa
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
O peso do céu
O peso do céu. Sobre a minha cabeça.
Perdoa-me. É tudo o que eu quero.
Deixa entrar o cão que a chuva escorraça.
Deitado no chão frio, aqui espero.
Com saudade relembro a lareira quente,
Diz-me o vento que agora é tarde,
A autoestima abandonou a mente,
Exposto à mercê desta tempestade.
Agora à chuva tudo eu confesso.
Amaldiçoo aquilo eu que me tornei,
Tudo o que fiz e o que deixei de fazer.
Assim, contra mim escrevo. Estou possesso.
Despido de pudores, suplicar-te-ei:
Perdoa-me ! Eu farei por o merecer.
2012 Vasco de Sousa
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Estou à espera
Letárgico ao Sol, recebo o seu calor,
Como se dependesse da sua energia.
Do inverno, vou espantando o seu rigor,
Aqueço a alma. Dai-me mais alegria !
Esqueço por momentos toda a frustração,
Deste quotidiano dececionante.
O futuro hipotecou-se sem razão,
Intromete-se na paz da minha mente.
Este bem-estar é apenas presentâneo,
Depois do Sol, o frio que me depaupere,
Não pense ele que irei esmorecer.
Vou armazenando o calor instantâneo,
Na esperança que ele me revigore,
Pois tais desalentos, pretendo eu vencer.
2012 Vasco de Sousa
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Perdido de amores
Namoro as nuvens, perdido de amores,
Sorrio pateta para as ondas do mar,
O céu pinta-se de sete belas cores,
E os meus dias vão passando devagar.
Tal como a água corre por baixo da ponte,
Vagarosa, lambendo as pedras brilhantes,
O Sol a cada dia roça o horizonte,
O que vem depois segue-se ao que vem antes.
Melancólico, vou-me deixando ficar,
A paixão é água que enche o meu leito,
O Sol que a incendeia, que me convida.
Renovo forças, no brilho do teu olhar,
Com o pensamento em ti me deleito…
És sonho, garra, magia ! A minha vida !
2011 Vasco de Sousa
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Dor silenciosa
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Nas minhas memórias
domingo, 30 de outubro de 2011
Vem
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Se sentes que sinto o Sentir
sábado, 22 de outubro de 2011
Obrigado por aqui estares
Serão achaques ou tremores ?
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Desabafo
Sofrimento passivo
Doutor, ajude-me por favor !
Procuro o meu caminho
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Tempo
Longe vão esses dias de inocência,
Quando o teu sorriso era só meu…
São quase recordações de infância,
Mas que nem o tempo desvaneceu.
Ficou uma longa e doce saudade,
De muitos e verdadeiros momentos,
Descomprometidos, belos, de felicidade,
Que hoje podemos recordar juntos.
Ainda vejo nas tuas faces aquele rubor,
O brilho de um sorriso encantador,
Uma voz doce que ainda me embala.
Por vezes, viver o passado é tentador,
O futuro pode ser um indicador,
Mas é no presente que tudo se revela.
2011 Vasco de Sousa
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Big-Bang
Num instante, o silêncio e a escuridão,
Depois tudo o que existe se formou.
Após uma muito grande explosão,
O universo cresceu e tudo se afastou.
Uma estrela nasceu, dos restos de outra,
Poeiras e rochas se juntaram em planetas,
A terra arrefeceu, formou-se a água,
Já se viam asteroides, satélites e cometas.
O milagre da vida povoou os mares,
Em seguida, a terra. Sempre em evolução.
Milhões e milhões de anos tudo isto durou !
Foi então a vez de, por fim apareceres,
E astuta, roubares o meu coração !
Foi então que o meu universo começou.
2011 Vasco de Sousa
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Refúgio
Sento-me exausto, nesta velha cadeira,
Depois de um dia de Sol abrasador.
Contemplo com gosto a vista sobranceira,
Este pôr-do-sol com todo o esplendor.
Aninho-me satisfeito no meu abrigo,
Inspiro a paisagem, a perder de vista…
Expiro devagar… Encontro-me comigo…
Parece uma pintura de um artista.
Lágrimas incontidas rolam pela cara,
Mas estas expressam apenas alegria.
Saboreio os recortes no horizonte.
Acompanham-me o grilo e a cigarra,
Inundam o ar com doce melancolia.
Um belo céu estrelado cobre o monte.
2011 Vasco de Sousa
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Aragem de verão
Um lindo céu estrelado que se agiganta,
Esta aragem morna que sopra e envolve,
Esta paz que a natureza me devolve,
Tal como um sonho que a mim se apresenta.
Olho o infinito com um ar sonhador,
Recupero as forças outrora perdidas,
Estou confiante em novas investidas,
Sorvo a beleza em todo o seu esplendor.
Aos poucos respiro a serenidade,
Reencontro-me a mim próprio novamente,
Partilho o mistério da criação.
Encaro a vida com seriedade,
Empurro meus velhos projetos para a frente,
Renasço com a brisa, a cada verão.
2011 Vasco de Sousa



