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domingo, 22 de fevereiro de 2015

Poeta louca

Todos os poetas são poucos
os poemas alegorias
ai façam das longas e mórbidas noites
doces e ternos dias
poesia…   poesia, 
 oh palavras bem casadas
mosto sonho emoções sentimentos…
 tudo o que sentis … 
sentis no ventre da poesia…. Minha vida tão vazia
sinto-me perdida e estranha
todos os poemas são meus
foi para mim que os escreveste
igualando a dor tamanha
à maior felicidade dos céus
….
Como posso sequer ousar escrever um poema?
Se vós oh grandiosos poetas já tudo escreveste
Já tudo disseste e tudo é tão pouco pois sois imortais
eu? quem sou eu afinal?
Tudo transportais para o poema
A minha alma a minha essência 
A minha virtude e pobre de mim
Também o meu descontentamento

Estranho …. como podeis escrever assim?
Como se vós mesmos me tivésseis criado!
Mas se não sois nem meu pai nem minha mãe
Não me geraste as entranhas não me procriaste na dor tamanha
Como escreveste a poesia que é minha?
Dizei-me poetas vivos e poetas mortos
Dizei-me poetas que ainda não nasceram
Como escreveste todos vós a minha poesia?
Todas as palavras são minhas todos os dizeres  são meus
Tudo o que sentis eu escrevia
Mas só os vossos poemas são meus!

Estarei louca??? mas louca eu?
Sim! Sim!...  a loucura é a verdade nua
Sem floreados ou rendilhados
Sem parecer bem ou bem parecer
Sem essas mentiras de ocasião
Esmeradas na prontidão como se apresentam.

Mas voltemos à poesia,
Que não quero que penseis
Que me esqueci que do nada ou do tudo que senti
Desatando o efémero da vida que vivo e vivi
Me esqueço do mais importante
Esse tão inóspito e débil instante
Em que toda a vossa poesia
Em mim inventada recriada e parida
É a história da história em que morri
Por não conseguir escrever um poema
Qualquer poema….
Que fale da minha eternidade na raia da minha humanidade,
fadistas cantai todos os belos poemas
Que esses eternos poetas escreveram
Pois ao cantá-los pró mundo
Cantais-me a mim
Pois todos os poemas são meus
Acreditai eles os escreveram
Mas todos os poemas são meus!
Todos os vossos poemas são meus
Oh grandes poetas que me cantais a alma!
Vai-se noite
Nasce o dia
Relatos da turbulência …
Finalmente o sono vence
E a minha verdade pura loucura acalma

Olinda Ribeiro
22 de Fevereiro de 2015


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Vazio e adeus


Correndo de cá para lá de perdição em esquecimento
Sobranceira  às tempestades do sempre vão tormento
Aflige-se me a alma envolta em dourado filamento
De purpuras ou rubras lágrimas companheiras no isolamento

essas pequenas alegrias que aos sorrisos dão cor
Têm para mim arsénico ou outro amargo sabor
Têm tudo menos alegrias…talvez adocicado pavor
Que das prosas das mágoas sei bem as letras de cor

Que estou para aqui a dizer? ... não levo jeito  ao desabafo
Nem do tinhoso sofrer me farta a réplica do cansaço
Fazer o que de mais não sei  … se não sei pra que me estafo

Em boa hora peguei nesta pena…. já que em penas me enleio
Dando por dito um adeus … há que adeus  soturno e feio!
Tudo só porque tenho saudade desse tempo escuso e cheio …..

Olinda Ribeiro
14 de Fevereiro de 2014

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Réstia de Esperança

Lá longe onde os beijos se consomem
As estrelas pairam sonhando
Os sorrisos são mais cintilantes
Os desejos nunca dormem
Trauteios de amor cantando
O fruto de ventos constantes

Gravados que estão no supremo amanhecer
Um afago fugaz revela a próspera intenção
Entremeados olhares delicados e copiosos
Falam de corpos colidindo ao entardecer
De barcas-belas, música suave, fogo e paixão
E de mãos entrelaçadas em carinhos zelosos

São os amores esquecidos e empoeirados
Pedindo uma sede de água e uma migalha de pão
Num vislumbre outonal querendo ainda viver e amar!

2013 Olinda Ribeiro

domingo, 27 de janeiro de 2013

Júnior

O tempo vai passando….

A dor vai aumentando com a agrura dos dias….
Queria tanto sentir os teus braços rodeando o meu corpo
Sentir a ternura dos teus beijos
E a tua voz ai que saudade da tua voz!
Suspiro por ti, todos os meus pensamentos são teus…
E no meu queixume …não tem lugar o ciúme….
Só tenho espaço prá saudade e pra esta dor que a tua ausência me pena…

Não não tenho raiva …. Não tenho ódios…. Não desejo mal ao mundo,
Só tenho esta inclemência da saudade
E no meu dorido desnorte
Só penso que talvez a morte seja mais mansa e mais clemente
Queria-me nesse tempo em que todos os teus ais eram meus…
E em que tu estremecias só de pensar em mim! …..
Ah como eu era feliz então! Tinha descoberto o amor….
O mesmo amor que agora derrama sobre mim a inclemência da saudade
Queria-me nesse tempo em que um beijinho e um abracinho era o céu onde vivia!

Eu tenho esta lágrima derradeira que teimo em não derramar,
É igual à lágrima primeira…
Água límpida do meu prantear
Minha alma, meu coração a bater,
Minha adaga de sal!
E tu que tanto tardas em chegar…. E eu sem saber do teu amar!

2013 Olinda Ribeiro

domingo, 18 de novembro de 2012

Voltarei…quando de novo me reencontrar…

As palavras querem sair…gritam dentro de mim…
As palavras não se querem ociosas … querem eclodir…
Mas ai de mim que já não sei expressar o que sinto…
Falta-me a rima
Falta-me o gozo
Falta-me o apetite voraz por escrever a minha alma
A morte física do ser que me pariu, deixou-me inerte e sem rumo…
Deixou-me apneica na minha própria condição de celebrar a vida
Só eu tenho o condão de me catarsizar…
Mas fatal na minha evidente separação umbilica reagi amortizando no degredo

Perdi fisicamente muitos entes queridos… mas sempre os sustenho vivos dentro de mim…
Porém com este ser maravilhoso a minha santa mãe…
É realizar vivente o célebre ditado…:
- QUEM NÃO TEM MÃE NÃO TEM NADA!!!!

Estou a fazer o meu luto o melhor que sei e posso…
Apraz-me saber que o tempo me vai ajudar… bem como todos aqueles que me têm apoiado…
Incluindo todos vós meus preciosos amigos!!!!

Um grande bem haja
Até breve

2012 Olinda Ribeiro

Foi de minha mãe que herdei a coragem de ultrapassar as adversidades….
Também  herdei o nome com que assino,,,,Olinda Ribeiro…

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Aqui junto de ti

Grandes obras nascem de momentos insolúveis de solidão.
A grandeza de continuar nesta eterna saga faz de mim quem sou.
E pergunto continuamente:
Afinal quem sou eu?
Responde-me o universo
Tu és a magia do instante que passa e da saudade que fica.
És o voar da garça
Mas nunca serás esquecimento.
Então encosto-me no sofá e por breves momentos deixo-me dormir…

2012 Olinda Ribeiro
Fátima não esqueças

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

É noite na minha alma

Verdes lagos e casas caiadas debruadas a anil
Bois puxando o arado e cães latindo aos viajantes
O velhinho sentado no alpendre
As avezinhas voando
O dia está luminoso e sorridente
E as pedras do caminho vão chorando comigo
É noite na minha alma…

2012 Olinda Ribeiro

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

De improviso...

As farpas crivam sentimentos imersos
Nas profundezas das minhas entranhas
Descarnadas em sal moiro e versos
Insolúveis, palavras vagas e estranhas.

Desgostos ventilados a falsas esperanças,
Essas coisas que guardamos no alvor da solidão
E os gastos físicos em prol de mudanças
Maneiradas a gosto mas sem emoção.

(Queria ter amado mais e beijado sem temores
(Sei-me imune às moralidades imorais.)
Desprendida de compromissos e rancores)

Liberta das cercanias e de lobos orvalhosos
Destituída de preconceitos triviais
Seduzida de imprevisto e mistérios gozosos!

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 25 de agosto de 2012

Logro

Não me apetece escrever
Só me apetece amorfar incognitamente
Enterrar-me em sequências imaginárias
Malograr os circuitos que me sustêm
Com as letras enfeitar sonhos desfeitos
Atascar-me em bebedeiras infalíveis
Apagar as desilusões
Voltar ao tempo da germinação
Voltar a ser parida
Quem sabe então eu seja eu
E corajosamente me desafie
A ser de novo vossa mãe
Para que me descubram e se sintam meus filhos.
A vida festeja-se
A vida não é uma festa incessante
Lágrimas e risos são ambos preciosos
Mas o logro está em engendrar planos substitutos
E instituí-los como caminhos sem volta
Lamento desiludir a credibilidade do conceito
Mas amo-vos e por vos amar
Recuso-me a ceder a minha integridade
Em nome de falsos ideais.
Em nome do que quer que seja…
A minha integridade
É a razão porque me mantenho  inacessível
Aos construtores da destruição.
Preciso de ser integra
Porque preciso de amar sem algemas e sem grilhetas.
Porque desde os primórdios de mim
O amor por vós foi sempre
O objectivo da minha existência.
Significa que continuarei a dizer não,
Ainda que o preço a pagar
Seja ficar incógnita
Nas batalhas que travei e venci
Porque foi nas vitórias
Que mereci o direito de hastear
A minha bandeira.

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 4 de agosto de 2012

Dor ao vento

Ah esses espaços por onde navego
Rumo a teus braços e à saudade mansa
Odorífica primavera no corpo te entrego
Já florida por desejos saciada bonança.

Os nichos caiados de alva bruma
Decorados com o vôo das andorinhas
Atapetados com gotas de orvalho e de espuma
São lar de saudades tuas e de mágoas minhas.

O lenço branco hasteado no soluçado adeus
Não augura para meu coração doces tréguas
Antevejo no sussurro da brisa um furtuito lamento

Clamante, desolado, rubroso. Olho os avermelhados céus,
Abro meu peito ao trote da dor selvagem, lembrando éguas
Parindo potros de loiras crinas e corpos de vento.

2012 Olinda Ribeiro

sábado, 28 de julho de 2012

Dissonância

Toda a poesia que se perde
Por preguiça, incomodo, ou desleixo,
São poemas da alma onde fecho
O “sentir” embrionário e verde.
Tantas coisas tenho para dizer
Porquês de vida querendo resposta
Calamidades internas onde a aposta
É o ego soltar a opressão que me faz sofrer.

Não deixar os tumultos internos prevalecer
É controlar a revolta interna do meu existir.
Mas tudo é errado e incongruente.
E sem que a vontade mande, todo o meu ser
Explodiu em obesidade física e mental, fazendo colidir
A liberdade e o direito ao que a alma sente.

2012 Olinda Ribeiro

sexta-feira, 20 de julho de 2012

José Hermano Saraiva

Hoje foi um dia como outro dia qualquer…
Bom para nascer, igualmente bom para morrer.
Morre-se anónimo ou famoso… ou indigente….
Morre o asno e o inteligente…
Porém morrer de obra feita é o orgulho de todo o homem!
A história reza que hoje morreu um grande contador de histórias…

Foi um prazer ter conhecido esta alma portuguesa.
Agora o descanso merecido…

2012 Olinda Ribeiro

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Amantes...

A tibieza, o meu orgulho persistente,
Perpetua tua ausência indefinida,
Castra voraz e resistente
Laivos de fúria reprimida.
Contrastam as marés remanescentes,
Com áridas cantorias suspiradas,
E as gotas de suor insipientes,
Emolduram corolárias encristadas.
Afoitam então como algozes
Rugindo mágoas e torturas
Bramindo gritos tão ferozes
Afoguentando breves gestos de ternura.
Havia em mim um ardor tamanho,
Por esse teu ser por mim extasiado,
Cresciam graciosas com engenho
Constelações de amor incendiado.
Brotam agora cristais de gelo refulgente,
De meus olhos opacos e sem viço,
Igualando o orgulho persistente,
Que te desterrou como feitiço.
Nas asas da noite cobrem-me as dores,
Que outrora releguei para o deserto,
E os teus carinhos e fulgores,
Estão longe de mim estando perto.
Tamanhos eram os rios dos nossos beijos,
Coroando tardes de amor acetinadas,
Galgando nossos corpos em cortejos,
De divinas graças alcançadas.
Corria pelo meu corpo a alegria,
E teus olhos floresciam em folguedos,
Nossas almas brilhavam em sintonia,
Comungávamos dos mesmos segredos.
Passámos de gentis a agonizados,
De flores perfumadas a ervas daninhas,
Deixámos o estatuto de apaixonados,
Somos mágoas cravadas com grainhas.
Porém esse teu olhar ainda por mim chama….
E eu ainda oiço o teu clamor…
Ainda tua boca a minha boca reclama,
Ainda suspiras pelo meu amor.
Na surdina da noite nossas mãos entrelaçadas,
Dizem que devemos acreditar em nós…
Que o amor é vagabundo e as ações afleumadas,
São só surtos dispares aos quais damos voz!
(Se não nos amamos ….
Porque vens tu à minha procura e estou eu à tua espera?
E logo em seguida nos abraçamos…
Murmurando perdões e desculpas pelo que sucedera…)

Amor … um bem que tanto mal perjura … mas sem ele sentimo-nos ocos.

2012 Olinda Ribeiro

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Entretanto…

Algures entre mim e ti a vida acontece
O surrealismo esvaece
As aves balançam nas giestas
Os gritos ecoam pelas frestas
Amantes correm nus pela praia
A grã-finagem desmaia
Os conflitos gravitam no mundo
A dor tem eco profundo
E nós surgimos do nada.

2012 Olinda Ribeiro

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Pronto Feito e Dito!

Grave é manter activos maus projectos
Só porque a aprovação os viabilizou
Limpar e erradicar tais dejectos
É sinónimo de aprender “O” que não resultou.
Crescer evoluir errar mas corrigir,
É estar apto a seguir em frente projectando
No “terreno” a construção de melhor porvir
Recolhendo bons frutos do que se foi semeando.
Difícil entendimento? Não creio!
Somos dotados de destreza física e cerebral,
As vidas, as pessoas, não é para alguns o recreio
Onde experienciam nas cobaias destino tabernal.
Facciosismos, grupistas, tachistas, politiquices,
Não conduzem nem projectam bom destino,
Deixemo-nos de vez das fezes das mesquinhices,
De nos armarmos em senhores trevais do vampirino.
Saudavelmente utilizemos os bons recursos,
Humanos, materiais, realísticos e naturais,
Avancemos sem degredos ou receio de ursos,
Que são só animais iguais aos demais animais!
Todos somos responsáveis… cabeça no buraco NÃO.
Cegueira mental generalizada… impotência tribal NÃO.
Somos capazes se acreditarmos que somos a Opção
De dizer SIM à nossa capacidade de Regeneração!

2012 Olinda Ribeiro
Aceitei as críticas e reagi … hoje os resultados estão aí.
Mas continuo a trabalhar porque é preciso insistir e persistir ….
Os toiros investem… Eu alinho em lucros mentais. ..Sou Activista!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Era uma vez … um drama… de encantar.

É grotesco o massacre agressivo da discussão.
Mata-se o ilusório das pétalas de rosa
E do amor e uma cabana…
Aí não há bela sem senão,
Nem história sem espinhos.
Eu acredito nestas fantasias todas
E vivo-as repetidamente diariamente
No meu conto de fadas onde tudo é PERFEITO!
PERFEITO sim qual é o espanto?
Mas o meu Príncipe hoje trocou-me as voltas
E faço as malas, e estou de abalada,
Ele só tem para me dizer: Fazes mal…

E foi ver a porra do futebol!
(Muito ofendida pelo acto desatento…acabo tudo de vez.)

Vou-me embora… (dramática )
Vou-te levar… (onde é que ela quer ir logo agora?)
Nem penses…Não vamos ficar amiguinhos….Nunca mais te quero ver! (firmeza)
O Quê não te posso visitar? Nem me vens visitar? (incrédulo e alheio ao drama)
Não Não e Não !!! (Autoridade e imposição)
Acabou!? (incrédulo e sem perceber nada…)
Acabou Mesmo! (dramática mas decidida)
Já que me deixas ir embora ...é assim !(não me ama)
Vais porque queres! (o que é que fiz  agora?)
Vou porque foste injusto e nem pediste desculpa….(os homens são uns insensíveis)

…………..desculpa…………(o que é que eu fiz??? Mas que raio fiz eu???)

Desculpa querida foi sem intenção! (o melhor é deitar água na fervura)
Sabes que às vezes faço coisas sem me aperceber que te magoo..(parece que está a pegar)
Então e o beijo?
Um beijo também?! (ah o beijo Ok estou safo!)
Desculpas sem beijo onde é que já se viu….! (abraça-me com força e o beijo é intenso…)
Era só um beijo… podes parar… (está a ser sincero)
Não… quantos mais beijos melhor…
Assim fico mais desculpado….Vá chega-te a mim ….(já me safei… e talvez…)
Desculpa minha princesinha …(adoro quando ficas assim toda melosa)
Olha foi golo….(nem olhou prá televisão… vou perdoar… arrependeu-se)
Quero lá saber da porcaria do futebol…Quero é encher-te de beijos e pedir-te muitas desculpas… cheiras tão bem … e tens a pele tão macia…. E afinal zangámo-nos porquê???
Sei lá por causa duma gatice qualquer…(Está mesmo muito arrependido)
(Não temos gatos….Já me puseste em brasa minha gatinha doida)
Ah pois não …. foste parvo….(tenho que o perdoar … está arrependidíssimo!!!)
Sou um parvalhão … deixa-me beijar-te  … Minha gatinha ….
Desculpa…  desculpa…(abençoada maluquinha que enche a minha vida de prazer)
Diz que estou perdoado minha querida…. Sim minha querida… perdoa-me meu amor…
……………
……………
……………
Ainda há quem maltrate as princesas …
Malvados sapos desencantados!
Ainda há Príncipes que sabem pedir desculpa….
Adorados Príncipes Encantados….!!!

2012 Olinda Ribeiro

segunda-feira, 4 de junho de 2012

No princípio de mim tudo já existia

A obra eleita a arte intacta
O eterno interno exílio efémero
O limiar das coisas a nascer
Os jardins proibidos já floridos
Os deuses incapazes de o ser
No princípio de mim tudo já existia
Faltava uma flor um luar ….
Eclodiram no meu amanhecer.

2012 Olinda Ribeiro
Para celebrar mais um =&/=&/!)%/

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Hoje respira doce e sorri…

Perto do lusco-fusco
Senta-te à minha beira
Inspira o momento
Ganha o sopro do vento
Liberta-te doce e aligeira
O cansaço dorido e brusco
Amena por um instante
Importa saber constante
A paz, o amor, o lusco-fusco…
Liberta-te, senta-te à minha beira…
E descansa
Que o amanhã chegará…
O amanhã cuida de Si!
Hoje respira doce e sorri…
  
2012 Olinda Ribeiro
1 de Junho dia da criança…. Da criança que vive dentro de todo nós
Acarinhemo-la pois para com amor pagarmos o amor de todas as outras Crianças.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Há egoísmo muito bom!

Este meu egoísmo é azul
Tenho muita sorte em tê-lo
Bordeja-me o juízo com desvelo
Augura que o bem-bom me estimule.

Calculo que seja acetinado
Ligeiro em tons de Malva
Ou então de rosa-brava
Aí será um pouco pró aveludado.

Mas tenho contudo a certeza
Que é um egoísmo formidável,
Imponente! Majestoso! Sorridente!

Azul! Egoísmo azul! Que Beleza!
Delicado, irreverente, sustentável,
O egoísmo próprio de gente…

2012 Olinda Ribeiro

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aos filhos do grande poeta

Gostava de vos mimosear
para honrar o vosso progenitor
homem de justo valor
poeta das químicas e do rimar
mas não sei….
Falta-me a grandeza … ou talvez a humildade…
Cultura, ou a simplicidade,
De ver dentro de mim o que não tenho….
Mas a vós que sois seus filhos
Vos peço com um simples sorriso
Dai-lhe por mim um beijo
Um abraço…
Escuso as palavras não as preciso…
Vós sois para ele o verso mais perfeito!

2012 Olinda Ribeiro