Como eu recordo esse lindo rosto,
Todo enrugado, como pergaminho;
Perder-te, foi para mim um desgosto,
Mas ensinaste-me na vida o caminho
Eras tão doce, tão rica no teu saber,
Analfabeta com teus riscos de carvão,
Riscados na lareira para ver…
Quem te devia, se já pagou ou não.
Pequenina, curvada, sempre a mexer,
Recordava suas ilusões e desenganos,
Amores e seus sonhos reprimidos…
Ensinava-me com amor o seu saber,
Dos seus maltratados noventa anos,
Que soam até hoje em meus ouvidos.
2011 Dora Pinto
Soneto enviado pela leitora, para publicação
Mostrar mensagens com a etiqueta Dora Pinto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dora Pinto. Mostrar todas as mensagens
sábado, 20 de agosto de 2011
Querida Avó velhinha
Etiquetas:
Dora Pinto
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
No meu armário
Guardo coisas infinitas
Umas belas, outras feias,
Tudo à mistura…
Em diversas gavetitas.
Remexo de vez em quando,
Para tentar ordenar,
Mas este maldito armário,
Nem me deixa começar.
No meu armário
Guardo sonhos e ilusões,
Tristezas e alegrias,
Guardo o presente e passado,
A raiva, dor e frustrações…
O sonho de ser o que não fui,
A vontade de ir em frente,
Deixar de ser marionete,
Dar um salto de repente.
No meu armário
Guardo bolas de mil cores,
Tenho brilhantes escondidos,
Plumas para me enfeitar,
Perfumes de bons odores.
Vou bailar e rodopiar,
E abrir o meu armário,
Que está à minha espera,
E vale a pena tentar.
2010 Dora Pinto
Texto enviado para publicação por uma leitora do blog
Etiquetas:
Dora Pinto
Subscrever:
Mensagens (Atom)



