sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Pensamentos turvos, de um futuro incerto
A vida passa célere à minha frente.
Todas as batalhas que tive que travar,
Vitórias e derrotas gravadas na mente.
Uma densa névoa ao fundo, no horizonte,
Meus pensamentos turvos, de um futuro incerto,
Um olhar vazio, o corpo dormente,
Um peso tal, que só com a morte liberto.
Na espuma do mar, afoga-se a esperança,
Revivo momentos felizes de criança,
A seiva da vida esvai-se lentamente.
De sonhos perdidos, em estado latente,
Sinto-me sem forças para outra vez lutar,
Qual náufrago, que exausto pára de nadar.
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Mundo interior
Ficou o mundo para mim, ensurdecedor,
Não suportarei mais alguém me magoar !
Afogado no meu sofrimento e dor,
Poderei proteger-me, se me isolar.
Para todo o sempre, fecho-me no meu mundo,
Não mais eu comunicarei com alguém.
Ficarei escondido no canto mais fundo !
O que me importa que me olhem com desdém...
Assim protegido, terei força e coragem,
Defender-me-ei de todas as agressões,
Considerar-me um fraco, não voltarão.
Fechado no meu cérebro, fico à margem,
Um caminho livre, sem mais confusões,
Estou livre como nunca, na minha prisão !
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
O grito da morte (II)
Louco, grito agora em fúria, aterrorizado !
Sabendo que partiu uma grande paixão.
Em mágoa e dor me vejo agora afogado,
Sinto uma faca cortante no coração.
Demente grito em grande e louca aflição !
Gélida face de horror, irreconhecível.
Aos poucos pára de bater o coração,
Numa interminável agonia terrível !
E vencido, caio finalmente por terra,
Perdido nesta solidão que me aterra,
Para que não mais me volte a levantar !
Eu sei que ouviste este meu grito da morte !
Ó mulher, a paixão de minha pouca sorte !
Que me deixaste aqui para sempre a gritar...
2008 Vasco de Sousa
(adaptação de uma versão original de 1991)
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original foi retirado aqui.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Choro no meu silêncio
Todos os dias, pergunto-me onde estás,
Porque a saudade é muita, é demais !
Procuro ocupar-me um pouco mais,
E assim deixar este vazio para trás.
Sem ti, pouca coisa faz algum sentido,
As horas do meu dia respiram mau estar,
Dor mortal de saber que não vais voltar,
Como uma faca num coração sofrido.
Choro hoje no meu silêncio, por ti,
Em lágrimas, manifesto o meu amor,
Demonstrando o que nunca te pude dizer.
O grande pesadelo de viver aqui,
Vai sempre crescendo com este meu temor,
De sem ti, não conseguir mais viver.
2008 Vasco de Sousa.
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi retirada de dancadelagrimas.blogspot.com.
sábado, 11 de outubro de 2008
Nem que viva mais cem anos
Os meus dias agora correm devagar,
Como se nada houvesse pra fazer.
A expressão de ver o mundo terminar,
A impotência de já não saber viver.
Foste a razão deste meu desnorteio,
Quando repentinamente te afastaste.
Fria, distante, sem qualquer devaneio,
Mal saberás que o meu coração quebraste.
Crueldade que me deixou magoado,
Sofrendo por todos os teus enganos,
E sentindo essa dor como a última.
Pela tristeza e desgosto torturado,
Nem que eu viva por mais uns cem anos,
Não chorarei nem mais uma lágrima.
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor. Foi encontrada aqui.
domingo, 21 de setembro de 2008
Master of puppets
Com medo tremo, quero fugir da morte,
Poder eu enterrá-la no fundo do mar,
Tão longe, que nunca mais eu a possa ver !
Tenho a certeza que não terei tal sorte,
Se para morrer, tenho de me preparar,
Bem o posso fazer, se aprender a viver !
2008 Vasco de Sousa
A imagem utilizada é para fins meramente ilustrativos. Todos os direitos pertencem ao grupo Metallica e empresas associadas.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Desespero derradeiro
Choro ! Choro em completo desespero !
Por aquilo que não fui e pelo que sou.
Não sei o que faço, não faço o que quero !
Na minha alma a escuridão já me alcançou.
Uma dor que me sufoca lentamente,
Quero atirar-me para as ondas do mar,
E poder nelas me afundar suavemente,
As minhas mágoas a espuma possa lavar.
Força e coragem já me abandonaram,
E aos poucos desfaleço moribundo,
Já sem motivos para que possa lutar !
Alegria e esperança já partiram,
Já me fartei deste planeta imundo,
Quero partir, para nunca mais cá voltar.
2008 Vasco de Sousa
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Tempos modernos
Esta correria de todos os dias,
Cega, todos os romantismos esgota.
Por mais bens materiais, até matarias...
A bondade foi corrompida ! Está morta !
Sufoco ! Choro sem aparente razão !
A vida vai perdendo o significado,
Próximas estão: A fome e destruição.
Ajuda-me ! Sinto-me desesperado.
O que tens, pode comprar-te a solidão,
Vendeu-te a alma, a tua ganância.
Porque o fazes ? Achas que não vais morrer ?
Neste Universo de grande vastidão,
Achas-te com demasiada importância,
Vives para ter, e não tens para viver.
2008 Vasco de Sousa
segunda-feira, 21 de abril de 2008
O grito da morte
E grita o poeta desesperado !
Quando sabe que perdeu a sua paixão.
Na mágoa e dor, se viu afogado,
Uma faca cortante no seu coração.
E grita o poeta na sua aflição !
A sua expressão irreconhecível.
Aos poucos pára de bater o coração,
Numa intensa agonia terrível !
E vencido, cai finalmente por terra,
Perdido na solidão que o aterra,
Para que não mais se volte a levantar !
Eu sei que ouviste o grito da morte !
Ó mulher, paixão de minha pouca sorte !
Que me deixaste para sempre a gritar...
1991 Vasco de Sousa
domingo, 6 de abril de 2008
Desespero derradeiro
Peço-te, imploro-te, suplico-te:
Ouve o que eu tenho para te dizer !
Para ti, rastejo desalmadamente.
Quero que me olhes e que me possas ver !
Poderei embaraçar-me, humilhar-me,
Para mim não tem qualquer significado.
Na tua presença eu ajoelho-me,
Posso até ser inferiorizado.
Para mim, tu estarás sempre primeiro,
Sabes que tu és o ar que eu respiro,
Para mim, és uma substância vital !
Pensa um pouco nestas minha palavras,
Verás que todas elas são verdadeiras,
Não me deixes nesta agonia mortal...
1991 Vasco de Sousa
Meu sonho, meu pesadelo
Quando penso em ti e não está aqui,
Sempre que estou alguns dias sem te ver...
Choro triste sem disso me aperceber,
E louco, grito desesperado por ti.
Nervoso, abraçado ao travesseiro,
Limpo a custo as lágrimas húmidas,
Lá dentro na alma, saram as feridas,
Já não conseguindo me erguer inteiro.
Ao cair da noite estou arrasado,
Sonho com o teu nome sobressaltado,
E vivo pesadelos ao adormecer.
Acordo triste, com frio e com medo,
Procuro-te em vão ao lado esquerdo,
Sabes que, sem ti não consigo mais viver.
1991 Vasco de Sousa
Grito desesperado
Podendo ter todas as que não desejo,
Só desejo aquela que não posso ter !
A frustração de lhe querer dar um beijo,
E infelizmente não o poder fazer.
Desejo, directamente proporcional,
à indiferença que tu mostras por mim.
Revolta-me este sentimento mortal !
A história não pode acabar assim !
Apesar de me sentir como vítima,
A culpa é minha, ainda por cima,
E de ninguém eu a procuro esconder.
Peço-te então que me venhas ajudar,
Peço-te então que tentes de mim gostar !
Digo-te que não te irás arrepender...
1991 Vasco de Sousa
Onde estás tu ?
Quero beijar-te e não te vejo.
Quer`abraçar-te e não te sinto,
Porque provocas este desejo ?
Porque me deixas tão inquieto ?
Agarro-te e não te encontro.
Escuto-te e não ouço nada.
Porque me feres por dentro ?
Porque me deixas só, na estrada ?
Grito-te e tu não me escutas,
Imploro-te e tu não me ligas...
Rastejo, e logo sou pisado !
Porque é que não me escutas ?
Porque só me devolves urtigas ?
Porque me deixas tão arrasado ?
1991 Vasco de Sousa





