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sábado, 7 de fevereiro de 2009

Análise do soneto "Dizei, senhora, da beleza idéia"

1- Diz-me, senhora, que é a própria idéia de beleza (ela é o símbolo da beleza):
2 - Para fazer essa crina dourada (seus cabelos louros),
3 - Onde foste buscar esse ouro fino?
4 - De alguma mina escondida ou de uma veia? (Cabelos cheios, fartos, precisaria de uma mina ou de uma veia pulsando tanto ouro para fazer a sua cabeleira)
5 - Dos seus olhos a luz irradia (sai),
6- Esse respeito, digno de um império (dino - digno)
7 - Alcançou-o com saber divino ? (Como conseguiu esse respeito ? Você é uma deusa da sabedoria, um génio?)
8 - Ou foi com feitiçaria ? (Ecantos da medéia = feitiçaria da Medéia - Medéia era uma feiticeira)
9 - De que conchas escondidas você escolheu
10 - As pérolas orientais preciosas
11 - Que, quando fala, mostra no sorriso? (seus dentes brancos são as pérolas)
12 - Pois, você desenhou-se como quis (ninguem pode ser tão perfeito, ela só pode ter escolhido cada detalhe de si...)
13 - Tome cuidado consigo mesma, não se fique admirando;
14 - Fuja dos espelhos, lembre-se de Narciso. (Narciso era um homem muito vaidoso que se apaixonou por si proprio de tanto se admirar nas águas das fontes)

O poema é a história de uma mulher muito bonita, que é perfeita em tudo. Ela anda sempre com um ar altivo e gosta de se admirar. Encanta todos, por onde passa, com a sua beleza, e a sua postura.
O autor diz a ela que ela é linda, mas que ela não deveria admirar-se tanto, pois poderá acabar por se apaixonar por sí própria.

Adaptado de: Yahoo answers
Outras referências mencionadas:
JASÃO E MEDÉIA -
http://www.mundodosfilosofos.com.br/jasao.htm
NARCISO - http://www.pt.wikipedia.org/wiki/Narciso

sábado, 24 de janeiro de 2009

Análise de sonetos famosos

Após verificar que muitos dos utilizadores deste blog procuram encontrar análises que ajudem à interpretação de alguns dos grandes sonetos que aqui se encontram publicados (obviamente que não me estou a referir aos meus...), iniciei este tópico onde irei procurar incluir todas as análises que se vão encontrando por aqui e por ali, para que, quem procura, possa encontrar aquilo que deseja de uma forma mais rápida e fácil.
Devo acrescentar que não sou o responsável pelas análises efectuadas, e que me limitarei a recolher essa informação, atribuíndo os créditos a quem de direito.
Estas análises têm um fim meramente educativo, para que os leitores melhor possam compreender a poesia, no entanto, se algum dos autores não desejar que essa análise se encontre aqui publicada, basta deixar um comentário neste tópico, que eu a retirarei.
A todos aqueles que quiserem dar o seu contributo, para aumentar esta base de informações, agradeço desde já antecipadamente.

Análise de sonetos
Análise de Sonetos de Luís Vaz de Camões:
Análise de Sonetos de Vinicius de Moraes

Boas poesias.
Vasco de Sousa

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Análise soneto - Amor, é fogo que arde sem se ver

O soneto “Amor é fogo que arde sem se ver”, de Luís Vaz de Camões, trata de um conceito do amor na concepção do neoplatonismo, pois, acentua-se o dualismo platónico entre sensível e inteligível, matéria e espírito, finito e infinito, mundo e Deus. Este soneto é uma definição poética do amor. Como se Camões quisesse definir este sentimento indefinível e explicar o inexplicável, colocando imensos contrastes para caracterizar este “mistério”. Para Camões, o Amor (com A maiúsculo) é um tipo de ideal superior, perfeito e único, pelo qual há o anseio de atingi-lo, mas como somos imperfeitos e decaídos, somos ao mesmo tempo incapazes de chegar a esse ideal. O amor é visto, então, como um sentimento que envolve sensações e que ocorre quando existe um senso de identidade entre pessoas com identidades bem definidas e diferenciadas. Existe a dualidade da incerteza do amor “físico” (com a minúscula) com o Amor ideal, assim o amor é um tipo de “imitação” do Amor, na realidade o autor procura compreender e definir o processo amoroso. Conceituando a natureza paradoxal do amor, o soneto ressalta em enunciados antitéticos, compondo um todo lógico, o caráter paradoxal do sentimento amoroso. Esclarecendo-se, entretanto, que tais contradições são, por vezes, aparentes, pois, a segunda parte de cada verso funciona como complemento da primeira, enfatizando-a por intermédio da aproximação de realidades distintas. O aspecto material, sensível “ferida que dói”, “é dor que desatina” é oposto ao espiritual “em que se sente”, “sem doer”, como, de resto pode-se observar ao longo de todo o soneto, culminando com a indagação final, a traduzir toda a perplexidade diante da total impossibilidade de se compreender o próprio amor. Camões parece estar coberto de razão ao afirmar que "tão contrário a si é o mesmo amor", mas diversamente do percurso camoniano, ele aponta para a alma, então, o poeta parece chegar a uma conclusão, expressada pela interrogação no último terceto. A forma do soneto corresponde ao tema do poema. Podemos dizer que a primeira vista é um jogo renascentista, mas depois descobrimos o sentido profundo do poema. E nisso encontramos a arte do autor – nesta capacidade de abordar de forma suave (como se fosse jogo) um tema que nos faz pensar profundamente nos problemas psicológicos bastante complicados. Portanto este soneto trata de uma verdade enunciada com aparência de mentira.
Adaptado da seguinte página.
Este texto é apresentado com fins meramente educativos.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Análise Soneto do Maior Amor de Vinicius de Moraes

Informo todos os leitores, que, a pedido do próprio autor, a análise aqui publicada foi retirada.
Informo ainda que não faço qualquer análise de sonetos, limitando-me a escrevê-los e a publicá-los, sem grande preocupação com as regras de escrita e centrando-me mais nos sentimentos que pretendo transmitir.
Espero que compreendam o pedido. Se alguém quiser enviar uma sua análise a este soneto, publicá-la-ei com todo o gosto.

Vasco de Sousa