Sol escaldante, o chão que piso queima,
A pele seca, pelo vento rasgada,
A chuva gela uma sofrida alma,
Ácidas lágrimas que caem na estrada.
Talvez me tenha esquecido de te dizer,
O quão para mim tu eras importante,
Pois sufoco de saudade por não poder,
Em meus braços para sempre envolver-te.
Vagarosos são os meus dias por aqui,
Partiste depressa; o vazio ficou,
Para perto de mim, tu não mais voltarás.
Até que Ele me leve para junto de ti,
A certeza eu tenho, que por ti velou,
Para todo o sempre, em paz descansarás.
2008 Vasco de Sousa
domingo, 30 de janeiro de 2011
Saudade eterna
domingo, 23 de janeiro de 2011
És a minha paixão
Eu gosto de ti, mais do que outro qualquer.
Acredita em mim, porque é a verdade !
Nós poetas, mesmo sem nos aperceber,
Amamos com uma maior intensidade !
Quando te digo que és a minha paixão,
Amo-te com todas as forças que tiver !
Quando te abro assim o meu coração,
Dar-te-ei o mundo ! Tudo o que tiver !
No entanto, quando tudo oferecemos,
Deverás saber que não nos esquecemos,
De alguma coisa exigir em troca !
Peço-te o teu mais que sincero amor,
Unívoco, franco e fortalecedor.
Ajuda-me a preencher esta alma oca...
2011 Vasco de Sousa
Adaptado de um outro soneto meu, mais antigo.
Os direitos da imagem, pertencem ao seu autor. A mesma foi retirada aqui.
Fogueira Interior (II)
Fico ali sentado, observando as chamas,
A alma com elas ardendo juntamente,
Sentindo um intenso vazio, reclamas,
A dor multiplica-se infinitamente.
Olhando o infinito, perdido em lágrimas,
Meus tristes pensamentos tão longe perdidos...
Nesta minha incessante busca de rimas,
Para te transmitir sentimentos feridos.
És, foste e serás o meu grande amor !
Mesmo que me deixes nesta imensa dor,
Que me consome completamente por dentro.
Como tu, é impossível de encontrar !
E de outra, é impossível eu gostar !
Saí para a rua... Sei que nunca mais entro...
2011 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Palavras
Todas as palavras são preciosas,
Têm tanto para dizer e nos revelar,
Com as palavras mesmo silenciosas,
Descrevemos a emoção de amar.
E de forma subtil as alinhamos,
Lado a lado dos nossos sentimentos,
Facilmente com elas constatamos,
Que somos um delicado movimento.
Abrimos a alma. Respiramos fundo.
Delineamos histórias, vivemos paixões,
Escrevo um poema, também o declamo.
O melhor de tudo, o melhor do mundo,
A maior e mais sentida das emoções,
É que com as palavras digo que te amo!
Olinda Ribeiro
Soneto enviado para publicação.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Simples como gosto
Em situação alguma é decidível,
O “Ser” individual ou singular,
Como na ausência do Ser é credível,
Amar sumamente tem néctar.
Temas demasiados filosóficos,
Para quem como eu gosta de ser,
Simples, fácil de entender,
Amo-te, amas-me, nada utópicos.
Não vejo complexidade,
Em dizer sim, não, ou talvez,
É só manter a integridade,
Discernir o falso do verdadeiro,
Eliminar o absurdo, manter a lucidez,
Amor é amar, e amar, É ser inteiro!
Olinda Ribeiro
Soneto enviado para publicação
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Sedução
Breves são estes momentos em que te vejo,
Com um sorriso brilhante por mim passas,
E consciente despertas este desejo,
Que fomentas mas logo depois disfarças.
O teu perfume espalha-se pelo ar,
Vincando o som ritmado dos teus saltos,
Seduzes com a firmeza do teu olhar,
Com os teus cabelos brilhantes e soltos.
E todo este meu grande desassossego,
Que a minha paz aos poucos tem minado,
Quase inconsciente, irracional.
Deriva destas recordações que trago,
De um momento no meu coração gravado,
Que afinal te torna tão especial.
2011 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi obtida aqui.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Uma pedra no fundo do mar
Hoje, sou uma pedra no fundo do mar.
Nada ouço, nada sinto e nada vejo.
Esqueço essa dor profunda de amar,
Porque diminuí-la é o meu desejo !
Todos os sons me chegam com mais clareza,
As ondas embalam os meus pensamentos.
O tempo passa… Já nem tenho certeza…
Lá ao longe vão ficando os meus tormentos.
Porque amar será sempre também sofre,
Uma dor que é intensa e tão profunda,
Que me domina, imóvel e moribunda.
Os peixes passam, olham com indiferença,
No meu interior procuro a mudança.
Será o amor uma forma de morrer ?
2010 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
Esta imagem foi encontrada aqui.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Sentimento nobre e grandioso
Um sentimento nobre e tão importante,
Que por vezes se torna mesmo obsessivo.
Pode ser romântico, também prepotente,
Por vezes grandioso, ou corrosivo.
Falo daquilo que nos preenche a alma,
Que inunda todo e qualquer pensamento,
Um estado de graça, aparente calma,
Que se pode transformar logo em tormento.
Tão certo me encontro daquilo que sinto,
Como certo estou, de tudo o que sou,
Que a tal sentimento eu dou mais valor.
Doce sensação que no coração pressinto,
Que me realizou e mesmo elevou !
É com grande paixão que falo do amor.
2009 Vasco de Sousa
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Apenas porque te posso amar
E se apossa de mim tão grande desespero,
Sinto que ando, atabalhoadamente à toa,
Como se procurasse o meu fim infeliz.
Nessas alturas, conforta-me o teu olhar,
Essa tua simplicidade e alegria,
Um colo quente que me possa confortar.
Cantas as palavras em doce melodia…
Quero fugir para sempre do cruel mundo,
Esquecer o porquê da minha insanidade,
Chorar nos teus braços, a alma poder lavar.
Dás-me forças para enfrentar tudo,
Erguer-me e finalmente enfrentar a verdade,
Apenas e só por loucamente te amar.
2009 Vasco de Sousa
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Amor, é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
É um não querer mais que bem querer
É solitário andar por entre a gente
É nunca contentar-se de contente
É cuidar que se ganha em se perder
É querer estar preso por vontade
É servir a quem vence, o vencedor
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís Vaz de Camões
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Choro no meu silêncio
Todos os dias, pergunto-me onde estás,
Porque a saudade é muita, é demais !
Procuro ocupar-me um pouco mais,
E assim deixar este vazio para trás.
Sem ti, pouca coisa faz algum sentido,
As horas do meu dia respiram mau estar,
Dor mortal de saber que não vais voltar,
Como uma faca num coração sofrido.
Choro hoje no meu silêncio, por ti,
Em lágrimas, manifesto o meu amor,
Demonstrando o que nunca te pude dizer.
O grande pesadelo de viver aqui,
Vai sempre crescendo com este meu temor,
De sem ti, não conseguir mais viver.
2008 Vasco de Sousa.
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi retirada de dancadelagrimas.blogspot.com.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Noite escura
Esta noite escura e solitária,
Que com o seu silêncio me ensurdece,
É para mim madrasta! Não se compadece,
Com esta minha falta de alegria.
Imensa escuridão que me provoca dor,
Deixa-me assustado, agonizante,
Um vento de arrepio, forte e cortante,
Um pouco de náusea pelo fétido odor.
Tremo fraco e assustado no meu canto,
Tenho medo! Choro convulsivamente.
Já não sei onde me poderei esconder.
Agora ouço a chuva no seu lamento,
Trovões ecoam assustadoramente,
Ausência de um amor que me deixa a sofrer!
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O meu Universo
Fecho os olhos, como que a meditar,
Inspiro profunda e suavemente...
O calor do Sol vem até mim, devagar...
E flutuo no interior da mente...
Escorrego sobre a areia quente,
Deleito-me com o murmúrio do mar...
A inércia controla-me facilmente,
Tão ausente que já pareço dormitar.
Quando excluo todos os pensamentos,
Um deles, nunca poderei eliminar.
O fio condutor, o ponto de partida.
És tu que preenches todos os momentos,
Que bem me ensinaste o que é amar,
És o meu Universo, a minha vida !
2008 Vasco de Sousa
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
A Química do Amor
Poderia talvez pensar-se que a paixão,
Com os laboratórios, nada tem a ver,
Mas não será o amor uma combustão,
os sentimentos fumegantes, a ferver ?
Poderemos descrever uma união,
Como sendo uma mistura homogénea ?
Dois seres em constante transformação,
Na procura de uma alma gémea.
Os meus átomos a ti se querem juntar,
Irei identificar-te pelo teu odor,
Poderás reagir com todo o esplendor.
Substâncias que não se podem separar.
Junto a mim, serás o meu catalisador,
Sem ti, sou um reagente sem reactor.
2008 Vasco de Sousa
domingo, 14 de setembro de 2008
Teus olhos verde mar

Poderei afirmar sem qualquer dúvida,
Depois das mais do que certas evidências,
Que padeço de doença conhecida,
Sofro as mais dolorosas experiências.
São agora inquietas, as minhas noites,
Perdi o apetite, já não consigo ver,
Quando nos cruzámos por breves instantes,
De senhor, um teu servo eu passei a ser.
O teu perfume logo me hipnotizou.
Esses teus olhos, grandes e de coragem,
Alegres, doces e verdes como o mar.
O teu doce andar logo me cativou,
Enfermo, desfaleço à tua imagem,
É a doença do amor, que me vai matar !
2008 Vasco de Sousa
sábado, 7 de junho de 2008
Nothing Else Matters
Mesmo longe, estou sempre perto de ti,
Esta união, que entre nós construímos
É a mais forte; A tudo resistimos,
A confiança procuro-a junto a ti.
Nunca abri o meu coração desta maneira,
Viveremos a vida como entendermos,
Nesta aliança que nos mantém unidos,
Todos os dias, algo novo nos espera.
Não são só palavras, mas sim os sentimentos,
Juntos viveremos os melhores momentos,
Com a certeza que nada mais nos importa.
Nunca me preocupei com o que dizem,
O que pensam, o que sabem, o que fazem,
O teu Amor; Nada mais me importa.
2008 Vasco de Sousa
Nota do autor: Este soneto resulta de uma muito modesta homenagem a um grande grupo que admiro há muitos anos - os Metallica, o qual foi baseado na letra de uma das suas músicas, com o mesmo título deste soneto. As restrições da rima, da letra da música e do número de sílabas, condicionaram o resultado final, que ficou aquém daquilo que esperava...
Transcrevo também a letra da canção, para que, todos os que não a conhecem, possam compreender a relação entre essa canção (muito especial para mim) e este soneto.
Nothing Else Matters
(letra de James Hetfield e Lars Ulrich - Metallica 1991)
Todos os direitos, pertencem aos autores da canção
So close, no matter how far
Couldn`t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters
Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don`t just say
And nothing else matters
Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters
Never Cared for what they do
Never cared for what they know
But I know
So close, no matter how far
Couldn`t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters
Never Cared for what they do
Never cared for what they know
But I know
Never opened myself this way
Life is ours, we live it our way
All these words I don`t just say
And nothing else matters
Trust I seek and I find in you
Every day for us something new
Open mind for a different view
And nothing else matters
Never cared for what they say
Never cared for games they play
Never cared for what they do
Never cared for what they know
And I know
So close, no matter how far
Couldn`t be much more from the heart
Forever trusting who we are
And nothing else matters
domingo, 25 de maio de 2008
Tu és aquela de quem eu mais gosto
Quando à noite penso nesse teu jeito,
Despreocupada, alegre e vaidosa,
Essa doce voz com a qual me deleito,
Esses gestos que te tornam graciosa,
Sinto que valeu a pena de ti gostar,
E mesmo que não me queiras corresponder,
Nunca me importarei de por ti chorar,
Espero que ele, feliz te possa fazer...
Mas se o sentires e se o quiseres,
Se uma oportunidade me deres,
Meu Deus, por ti a tudo estou disposto !
Deixa-me cuidar de ti e proteger-te !
Quero gritar ao mundo, poder dizer-te:
Neste mundo tu és de quem eu mais gosto.
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Todas as palavras que não mais te direi
Todas as palavras que não mais te direi,
Regurgitam nesta garganta sufocada;
A tristeza; Angústia em dor transformada.
Por quem outrora suspirei; Não mais verei.
Desculpa-me sempre que te apontei defeito,
Eterno será este amor que não tem fim,
Porque foste tu assim embora sem mim,
Ferida permanente aberta no peito.
Grande saudade que me corroi por dentro,
Da minha vida traço sinistro espectro,
Essa malvada que te afastou assim.
Desapareceste quando tinhas tanto
para dar; Cada linha será um pranto.
Porquê ? Levasse-me antes Ela a mim !
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original encontra-se aqui.
domingo, 18 de maio de 2008
Idealismo
Falas de amor, e eu ouço tudo e calo
O amor na Humanidade é uma mentira.
É. E é por isto que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo.
O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?
Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado-
Alavanca desviada do seu fulcro
-E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!
Augusto dos Anjos
sexta-feira, 9 de maio de 2008
As minhas memórias perdidas
Hoje amo-te como nunca amei ninguém !
Apenas tu me despertas grande paixão.
Se um dia eu gostar de mais alguém,
Nunca será com tão grande dedicação.
Eu sei que és a mulher da minha vida.
Mas também sei, que para outro te perdi.
Se tu não fosses uma menina linda,
Talvez eu não chorasse, porque desisti.
Queria que por mim te interessasses,
Gostava que a fundo me conhecesses,
Por tua livre, espontânea vontade.
Quando me recordo da tua voz meiga,
Que me livra totalmente da fadiga,
As lágrimas correm-me sem piedade.
2008 Vasco de Sousa




