Há dias em que o amanhecer me sorri !
Em que sinto toda a força do mundo.
Sinto-me leve ! Um bem estar profundo.
Recordo as coisas boas que já vivi.
Sinto a esperança; respiro alegria,
Não importa se faz Sol ou está a chover,
Eu sei que hoje, nada me fará sofrer !
Viajo nas núvens da melancolia.
Para morrer, primeiro tenho de viver,
Beber o amor e comer felicidade,
Contigo sonhar acordado, a flutuar...
Nestes belos dias, sinto-me renascer,
O espírito leve, em plena liberdade !
Há dias em que até consigo voar !
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Há dias em que o amanhecer me sorri
A Brincar, a brincar...
Porque isto pode ser uma brincadeira,
Palavras soltas só para poder rimar,
E agora acerta-se assim: Bebedeira,
Convém também em paixão um pouco falar.
O fio condutor por vezes é confuso,
Junta-se condimento e sentimento,
Aperta-se tudo com um parafuso,
E acrescenta-se depois sofrimento.
E afinal isto não custa nada !
As doze sílabas só temos de contar,
E as linhas surgem de forma natural !
Se é isto que queres fazer na vida,
Experimenta ! Com certeza vais gostar !
No fim, chave de ouro, frase divinal !
2008 Vasco de Sousa
domingo, 26 de setembro de 2010
O meu amanhecer
Sento e atiro o cansaço ao chão,
Esfregando os pés na relva com prazer,
Deito-me, rebolo até à exaustão,
Olho para o céu… O meu amanhecer !
O Sol ofusca-me qualquer pensamento,
Deixo-me ficar meio anestesiado,
Aqui não há mágoa nem qualquer tormento,
Não há razão para ficar preocupado.
A brisa passa por mim muito devagar,
O Sol reconforta-me com o seu calor,
O Cheiro desta Terra faz-me suspirar…
O mundo não parou ! Continua a girar !
A vida poderá ter um outro sabor !
Adormeço com os pássaros a palrar.
2010 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
A imagem foi obtida aqui.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Apenas porque te posso amar
E se apossa de mim tão grande desespero,
Sinto que ando, atabalhoadamente à toa,
Como se procurasse o meu fim infeliz.
Nessas alturas, conforta-me o teu olhar,
Essa tua simplicidade e alegria,
Um colo quente que me possa confortar.
Cantas as palavras em doce melodia…
Quero fugir para sempre do cruel mundo,
Esquecer o porquê da minha insanidade,
Chorar nos teus braços, a alma poder lavar.
Dás-me forças para enfrentar tudo,
Erguer-me e finalmente enfrentar a verdade,
Apenas e só por loucamente te amar.
2009 Vasco de Sousa
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Quando a morte nos espreita
Em certo dia, quando por razão médica,
Por entre as brumas, a morte nos espreita,
De rompante, sem nenhuma causa suspeita,
O coração bate e o cérebro suplica. 
Então, talvez subitamente preparados,
Invade o corpo uma estranha calma,
Que estranhamente se apodera da alma,
Seguiremos os nossos destinos traçados.
Se por feliz acaso, ela se vai embora,
Nosso mundo não voltará a ser igual,
Com outros olhos, tudo iremos sorver.
Serenos, valorizamos a vida, agora !
Cada segundo será sensacional,
Porque sentimos a alegria de viver !
2008 Vasco de Sousa
Os direitos da imagem pertencem ao seu autor.
O original foi retirado aqui.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Águas cristalinas do rio
Água cristalina que corres no rio,
Embalam-me teus suaves cânticos,
Quando serpenteias em curvas a fio,
Por entre seixos brilhantes e polidos.
Esse teu sussurro eterno e doce
hipnotiza-me ! Fecho os olhos devagar...
Deixo-me ir, como se flutuando fosse,
E sinto-me como se estivesse a sonhar.
A tua transparência é amizade,
O teu brilho é para mim a verdade,
Envolves-me numa doce fantasia,
Tu alimentas a minha grande paixão.
2008 Vasco de Sousa
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
O meu Universo
Fecho os olhos, como que a meditar,
Inspiro profunda e suavemente...
O calor do Sol vem até mim, devagar...
E flutuo no interior da mente...
Escorrego sobre a areia quente,
Deleito-me com o murmúrio do mar...
A inércia controla-me facilmente,
Tão ausente que já pareço dormitar.
Quando excluo todos os pensamentos,
Um deles, nunca poderei eliminar.
O fio condutor, o ponto de partida.
És tu que preenches todos os momentos,
Que bem me ensinaste o que é amar,
És o meu Universo, a minha vida !
2008 Vasco de Sousa




